09 de julho de 2026
Polícia

Cadeirante que sofreu AVC relata tersido vítima de estupros

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Cadeirante de 50 anos está com olho e orelha feridos; ela teria ido usar crack com o acusado

Na tarde dessa sexta-feira (24), quando estava prestes a embarcar e voltar para sua casa em Marília, uma cadeirante, de 50 anos, avistou, no Terminal Rodoviário de Bauru, um rosto conhecido. Segundo ela, o homem, de 42 anos, a estuprou e a agrediu nos dias 18 e 19 deste mês. A Polícia Militar foi acionada e o acusado, que negou o crime, acabou preso.

A vítima estava acompanhada de um monitor social do Albergue Noturno, onde ela foi “entregue” pelo próprio agressor. “O homem a deixou na porta e saiu correndo. Também o reconheci”, disse o monitor. Os nomes foram todos preservados pela reportagem para preservar a vítima e uma vez que o caso ainda está sob investigação.

De acordo com o depoimento à delegada Priscila Bianchini, a vítima sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) aos 37 anos, tendo como sequelas a imobilidade das pernas e de um dos braços, além da dificuldade na fala. “O homem foi indiciado por estupro de vulnerável, pois ela não pode apresentar resistência”.

A cadeirante, de acordo com Priscila, estava com o olho roxo e a orelha machucada. A delegada pediu a prisão temporária por 30 dias pelo fato de o suposto agressor não ter residência fixa e já ter passagem por crime contra o patrimônio. Caso condenado, ele pode pegar de 8 a 15 anos de detenção. O homem foi encaminhado à Barra Bonita.

Ainda abalada, a vítima preferiu não conversar com a reportagem. Ela foi encaminhada para a Maternidade Santa Isabel.

Conhecido

Segundo a Polícia Militar, a cadeirante conheceu o homem em Marília e foi convidada para visitar a mãe dele em Cabrália Paulista. Eles foram ficaram três dias por lá.

Na volta passaram por Bauru, onde dormiram na rua. Na noite do último sábado (18), ela foi levada por ele à linha férrea e lá usaram crack. Na ocasião, o acusado teria desferido socos no rosto da mulher e mantido relações sexuais contra a vontade dela. O mesmo se repetiu no dia seguinte.

Deixada pelo agressor no Albergue Noturno, a vítima relatou o ocorrido e agentes do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) a levaram para registrar o BO no dia 22 e fazer exames no Instituto Médico Legal (IML). Segundo os policiais militares que atenderam a ocorrência, o acusado nega a violência.