A prefeitura de Piratininga conseguiu solucionar um problema que se arrastava desde a administração passada: finalizar a obra de ampliação do Cemitério Municipal (leia mais abaixo). Segundo o Executivo, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) já emitiu a licença para a operação da nova área e, com isso, a administração já pode fazer novos sepultamentos no local.
A obra de ampliação custou R$ 179 mil e foi executada com recursos da prefeitura. Além da instalação de 1.455 metros lineares de guias, foram construídos 938 metros quadrados de pavimento intertravados e quatro poços de monitoramento do solo. O Executivo também realizou o serviço de nivelamento e demarcação das quadras. “A construção desse cemitério sempre foi uma prioridade para o nosso governo, tendo em vista que foi mais uma obra inacabada herdada da gestão passada. Os terrenos foram vendidos de forma prematura deixando assim os munícipes sem um expectativa de conclusão”, declarou o prefeito Carlos Alessandro, o Sandro Bola (PSDB).
“Além de resolvermos a documentação com a Cetesb, licitamos a obra e entregamos o mais rápido possível. Esperamos que, com o novo cemitério, junto com a reforma do antigo e também do velório municipal, possamos dar às famílias um pouco mais de conforto em uma hora tão difícil como essa de despedida dos entes queridos.” O terreno para ampliação do cemitério de Piratininga, com 8.665 metros quadrados, foi adquirido pela prefeitura em julho de 2010. No mesmo ano, a Cetesb concedeu licença prévia para uso da área. Em abril de 2011, o município obteve licença de instalação e foi dado prazo de três anos para a conclusão das obras de infraestrutura.
A venda dos lotes teve início em dezembro do mesmo ano, ao valor de R$ 1 mil. Em julho de 2013, o JC publicou matéria sobre atraso nas obras de ampliação do cemitério. Em junho de 2014, uma nova reportagem mostrou que, em um ano, a única obra executada no local havia sido a construção de um muro.
O vereador Marcelino Donizete Pereira Cardoso (PTB) passou a cobrar a solução do problema. Em 2013, o prefeito solicitou à Cetesb liberação de operação da área de ampliação, mas o pedido foi negado. Segundo a Cetesb, a licença não poderia ser concedida sem que calçamento, drenagem e construção de quatro poços artesianos estivessem concluídos. Sem a licença, quem adquiriu lotes na nova área acabou impedido de realizar sepultamentos e ficou sem alternativa na hora de enterrar seus familiares. Os únicos sepultamentos eram feitos nos lotes municipais ou em jazigos de famílias.