A apresentação dos reforços Paulinho Boracini e Léo Meindl e a exposição do planejamento para o ano foram os destaques da entrevista coletiva que marcou o início oficial da temporada 2015/16 do Paschoalotto/Bauru, ontem, pela manhã, no Ginásio Panela de Pressão.
Diretoria e comissão técnica explanaram sobre a programação da equipe e as prioridades são o Novo Basquete Brasil (NBB), que começa em novembro, e o Torneio Intercontinental da Fiba, que ocorre em setembro, ainda sem data exata definida, em São Paulo. Além destas competições, o Paschoalotto vai disputar o Campeonato Paulista – tem estreia agendada para esta quinta-feira, em Bauru, contra o América – e a Liga das Américas. Em ambos defende o título.
| Douglas Reis |
| Apresentação dos jogadores ocorreu no ginásio Panela de Pressão e Guerrinha falou sobre o planejamento |
Os dois reforços falaram sobre suas expectativas na chegada à equipe. “Estou muito feliz. Quando tiver oportunidade, espero corresponder”, resume o armador Paulinho Boracini, de 30 anos e 1,83m de altura. “Meu objetivo era participar de uma equipe com possibilidade de ser campeã. Entendo que a melhor escolha foi Bauru”, define o ala Léo Meindl, de 22 anos e 2 metros. Ambos chegam para suprir as saídas de Larry Taylor e Gui Deodato, que deixaram o Paschoalotto. Outro jogador que não faz mais parte do elenco é o pivô Mathias.
Meindl e Boracini eram sonhos antigos do Paschoalotto, que buscou as contratações em temporadas passadas. Guerrinha mostra confiança na rápida integração dos contratados com o estilo de jogo que marca a equipe. “A equipe tem um jeito de jogar. Quando a gente contrata, já pensa nisso. Independentemente de quem saiu, a equipe está mais equilibrada”, analisa.
Boracini, em tese, chega para substituir Larry, mais do que um jogador importante para o time, grande ídolo da torcida e símbolo da equipe. “Sei que o Larry carregou o time no começo do projeto. Mas não penso na comparação. Ele resolveu sair, eu tive oportunidade de vir, é um desafio. Vou treinar e voltar ao meu auge”, projeta o jogador, que se recuperou de cirurgia para curar lesão no joelho direito sofrida no NBB7, já treina normalmente e deve passar por exames hoje, em São Paulo, para ser liberado para jogar. O armador destaca que chega com o aval da comissão técnica e diretoria. “Ele acreditam e eu confio que tenho qualidade para poder fazer o que o Guerrinha pedir”, observa.
O armador se notabilizou pela característica de pontuador em outras equipes. Porém, se diz preparado para efetuar as funções de acordo com a necessidade do Paschoalotto. “Em outros times eu puxava o jogo, armava, mas também procurava a pontuação. Aqui, acredito eu, quando o elenco estiver completo, não vou ter tanta necessidade de puxar ponto. Vou procurar armar mais. Mas vou fazer o que o Guerinha pedir. A gente quer ganhar jogos e campeonatos”, projeta o armador, que já disputou o Intercontinental de Clubes, em 2013, com o Pinheiros, enfrentando o grego Olympiakos.
Meindl, especialista em arremessos de média e longa distância, afirma que está disposto e preparado para atuar na posição que for necessária e melhor para a equipe. “Todo mundo sabe que eu tenho potencial ofensivo. E também estou trabalhando bastante minha defesa. Venho para fazer o que for preciso, se for para ser um lateral três, fazer a posição dois, quatro ou um... o que for preciso. Quero ajudar o time da maneira que eu puder e espero fazer meu melhor”, declara o jogador, filho de Paulão Berger, grande nome do basquete francano e amigo do técnico Guerrinha. “Conheço o Guerrinha de muito tempo. Confio no trabalho dele e foi um dos motivos que me fez vir para Bauru”, revela Meindl.
Paciência no começo
O desgaste físico no final da temporada passada pelo excesso de partidas serviu de parâmetro para o planejamento da temporada que começa agora. Primeiro, o Paschoalotto definiu prioridades e, em conjunto, a comissão técnica elaborou um cronograma que prevê a evolução gradativa do time, mesmo que isso signifique sacrificar o começo. “Teremos que ter paciência no início da temporada. Não vamos atropelar o processo e faremos uma pré-temporada mais longa. Mas a equipe tem laço fisiológico e vai reagir bem”, explica o preparador físico Bruno Camargo.
O técnico Guerrinha adianta que o time já espera um início de temporada complicado, que será recompensado, dentro do planejamento, com a equipe no auge nos momentos decisivos. “Estamos com três semanas de atraso para o Campeonato Paulista. Mas estamos pensando no NBB. Vamos pagar alguns preços que combinamos bem”, aponta Guerrinha.
O elenco terá trabalho individualizado e o treinador destaca que o Paulista também será a oportunidade dos jogadores mais jovens. Logo de saída, Guerrinha perde três jogadores: o armador Ricardo Fischer, o ala Léo Meindl e o pivô Rafael Hettsheimeir, todos convocados para a disputa do Torneio Pré-olímpico, que ocorre no México entre 31 de agosto e 12 de setembro. Meindl e Fischer se apresentaram à seleção brasileira, em Brasília, ontem. Hettsheimeir vai se apresentar nos próximos dias.
Campeões
Três jogadores do Paschoalotto/Bauru iniciam a temporada 2015/16 em clima festivo. O armador Ricardo Fischer, o ala Léo Meindl e o pivô Rafael Hettsheimeir acabam de ganhar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e falaram sobre a experiência de representar o Brasil e reconquistar a hegemonia nas Américas – o País foi campeão em Santo Domingo-2003 e Rio de Janeiro-2007, mas em Guadalajara-2011 não foi nem ao pódio. “Fiquei muito feliz. No Pan, um dos meus objetivos era poder ser um jogador efetivo, ser titular, e consegui. É um título pelo qual a gente lutou muito, treinou muito. Não tem segredo, a gente trabalhou muito e conseguiu ser campeão”, declara Meindl.
Fischer credita o desempenho no Pan à preparação de 40 dias e ao trabalho minucioso da comissão técnica. “O time ficou muito coeso. Para mim, poder estrear na seleção com um título é sensacional. O Brasil precisava disso, de reacender a paixão por basquete. E sentimos isso lá, tanta gente escrevendo e falando sobre basquete”, celebra. O armador afirma que Toronto serviu de aprendizado para as Olimpíadas. “O Pan para a gente é uma miniolimpíada, o formato é igual, a vila é igual. A experiência foi muito boa”, avalia.
Hettsheimeir acentua que o elenco brasileiro no Pan era bem jovem e ganhou experiência. “Muitos jogadores do nosso grupo nunca tinham jogado em seleção. E a comissão técnica conseguiu unir bem o grupo. Fizemos um ótimo campeonato e conseguimos este título, que já fazia algum tempo que o Brasil não ganhava”, comemora. Hettsheimeir e Fischer lembram ainda que a base da seleção brasileira no Pré-Olímpico será a mesma do Pan. Jovens jogadores que devem ganhar espaço definitivo na equipe nacional após as Olimpíadas do Rio, no ano que vem.
Estreia
?A estreia do Paschoalotto no Campeonato Paulista nesta quinta-feira, às 20h, no Panela de Pressão, contará com ação solidária com a Sorri. Um percentual de cada ingresso vendido será repassado à entidade assistencial. As entradas serão comercializadas a R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).