10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Aos 119 anos, Bauru evolui com turbantaço


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Nunca é tarde para reeducar e educar as pessoas, a mudança para ser bem sucedida deve partir de nós, sendo assim, o aniversário de Bauru este ano teve a presença do Turbantaço, que durante a festa alegrou o coração de crianças e adultos.

Em parceria com o Conselho da Comunidade Negra e a Secretaria da Cultura de Bauru, tivemos o Turbantaço, que foi um sucesso. Esta atividade têm o objetivo de valorizar a identidade das pessoas, pode ser usado por ambos os sexos, e a finalidade é realçar a beleza do rosto valorizando a textura do cabelo.

Reforçar a identidade afro-brasileira é essencial, o racismo permanece presente em nossa realidade e somente a informação mudará isso. No cotidiano, o racismo arde, grita com piadinhas, comentários, atitudes, julgamentos e quem sofre o racismo tem a sensação de levar um golpe sem a chance de defesa. É pura covardia, mas infelizmente acontece. Sendo assim, é digno executarmos projetos que valorizam a identidade e a cultura do negro que diariamente luta pela igualdade. Esta cultura enraizada de que cabelo crespo é feio, desigualdade no mercado de trabalho, padrão de beleza brasileira, entre outros, aos poucos está mudando. As pessoas estão evoluindo e acordando, o outro lado da moeda que a mídia não mostra está presente nas ruas, salões, feiras e eventos que propagam as nossas raízes.

É lindo você se olhar no espelho e aceitar a si mesmo. Para os outros respeitarem o seu espaço, que é o seu corpo, o mínimo é gostar de si mesmo da maneira que Deus te fez. Quando você modifica algo em você para ser aceito em determinada situação, está sendo um personagem e ninguém é feliz sendo um personagem a todo tempo. Portanto, assuma a sua identidade, é lindo ser você mesma, o mundo precisa disso, de pessoas que transformem a si mesmas para transformar a realidade à sua volta. Antes de reclamar do governo, do sistema, olha para si e veja se a corrupção também existe dentro de você, nas suas atitudes.

Agora, se você acha que movimento negro e outras atividades que estimulam a igualdade não é necessário, é sinal que deve observar com mais intensidade... Você ainda tem a roupagem do Sinhozinho.

 

Greice Luiz