09 de julho de 2026
Polícia

"Ladrão da cueca" é agredido e preso

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
 Juliano Aparecido Sanchez Marcelino foi preso em flagrante 

Com 48 anos de condenação por roubo, Juliano Aparecido Sanchez Marcelino, 23 anos, só precisou cumprir 2 anos e 8 meses para conseguir a liberdade. Conhecido como “ladrão da cueca”, porque pedia para as vítimas se despirem após os assaltos, o rapaz voltou a agir, na madrugada de anteontem, no Jardim Gaivota, em Bauru. Contudo, não conseguiu o que queria, porque foi agredido e detido pelas próprias vítimas. Embora o recomendado seja evitar reagir a assaltos, cinco vítimas decidiram arriscar a vida e, desta vez, deu certo. Na madrugada do último sábado, elas caminhavam pela rua Moacir Teixeira, no Jardim Gaivota, em Bauru, quando foram abordadas por um homem que portava um simulacro de revólver e disse que as mataria após o roubo.

Segundo informações do registro da polícia, o suspeito, posteriormente identificado como Juliano Aparecido Sanchez Marcelino, 23 anos, determinou que as vítimas colocassem os objetos pessoais no chão. Em seguida, o assaltante disse para que elas caminhassem até um terreno baldio e se deitassem, momento em que Juliano revelou que as mataria.

Com a conturbada ideia de fazer justiça com as próprias mãos, uma das vítimas resolveu reagir e lutou contra o assaltante. O restante resolveu ajudar e, juntas, as vítimas conseguiram desarmá-lo, além de mantê-lo detido até a chegada da Polícia Militar (PM). Depois, vítimas e assaltante foram encaminhados até a Central de Polícia Judiciária (CPJ).


No mesmo dia
Na delegacia, os policiais encontraram um telefone celular, posteriormente identificado como produto de roubo, junto a Juliano. O proprietário do equipamento reconheceu tanto o simulacro quanto o ladrão e foi assaltado, inclusive, no mesmo dia. Diante disso, o rapaz foi preso em flagrante por roubo e levado até a Cadeia Pública da Avaí.

Já o simulacro de arma de fogo, segundo o registro da polícia, foi apreendido para posterior exame pericial e as cinco vítimas que conseguiram “prender” o assaltante até a chegada dos militares, foram atendidas pelo médico legista de plantão. Ele constatou que as vítimas sofreram lesões corporais.