09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Gabriel Ruiz Pelegrina

Profa. dra. Terezinha Santarosa Zanlochi
| Tempo de leitura: 2 min

Agradecer é sempre uma atitude corajosa e por isso os agradecimentos são raros. Se fosse possível agradecê-lo, amigo Gabriel, pela clássica parceria, de forma que pudesse compensá-lo à altura por seu feito, faria com muita alegria. Mas... queremos dizer-lhe que a publicação do seu novo livro “Seara da Lei: Bauru 1911/1996” é uma homenagem à sua disponibilidade prazerosa e gratuita em escrever artigos culturais, dar entrevistas para registrar o cotidiano bauruense; revelar aos meios de comunicação falada, escrita e informatizada a preciosidade de uma memória catalizadora das vivências urbanas e regionais, indicando caminhos aos pesquisadores da ciência histórica, de modo que eles possam desvelar o vetor do próprio objeto de investigação e, principalmente, agradecê-lo pela captura da luz significativa da preservação documental, cuja essência cristaliza o melhor da caminhada humana: o devir histórico.


O padre Fabio de Mello tem um texto muito lindo sobre a missão das pessoas, na reflexão que faz sobre a Liturgia do Tempo. Ele diz que “quando perdemos as habilidades da juventude, perdemos também a nossa utilidade. E que a utilidade é algo muito bom porque nos realiza, mas é muito cansativa! É um território muito perigoso porque os outros estão interessados naquilo que a gente faz por eles. Mais cedo ou mais tarde, a gente tem que experimentar o território desconcertante da inutilidade (...) o tempo em que a nossa utilidade passou e ficaram cristalizados os seus significados. É quando a gente se purifica e tem a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Aquele que, passado a nossa utilidade, valoriza o nosso significado! Aquele que nos proporciona a tranquilidade de ser inútil, respeitando o nosso valor”.


Sr. Gabriel, com certeza a sua utilidade, enquanto memória viva, ainda está muito presente na comunidade bauruense. A Marcinha Nava, profa.ms, anotou num pedacinho de papel que eu encontrei outro dia, em seu arquivo. Em agosto de 1996, o sr. disse:  “Tanta coisa bonita eu descobri que até hoje não parei de pesquisar em documentos de toda espécie que encontrei... Eu sabia que todos aqueles registros eram importantes para a História”. Pois então, sr. Gabriel, o seu significado não morrerá nunca! Parabéns por mais um aniversário tão produtivo!