10 de julho de 2026
Internacional

Suécia desiste de três acusações contra Assange

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Procuradores suecos disseram nessa quinta-feira (13) que suspenderam as investigações sobre as acusações de abuso sexual feitas em 2010 contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, porque venceu o prazo de apresentar acusações formais.

Os procuradores disseram, no entanto, que iriam continuar com investigações sobre um suposto estupro cometido por Assange, também em 2010.

Assange nega as acusações e está vivendo dentro da embaixada do Equador em Londres desde 2012 para evitar extradição para a Suécia. O Equador garantiu asilo para Assange.

Ele teme que, caso a Grã-Bretanha o extradite para a Suécia, seria então extraditado para os Estados Unidos, onde enfrentaria julgamento por um dos maiores vazamentos de informação na história norte-americana, após publicar documentos militares e diplomáticos dos EUA cinco anos atrás.

Os procuradores na Suécia precisam apresentar acusações de abuso sexual e coerção ilegal - alegações feitas contra Assange - no prazo de cinco anos. Eles possuem mais cinco anos para apresentar quaisquer acusações sobre um suposto estupro.

Grã-Bretanha

A Grã-Bretanha disse ontem que fará uma reclamação formal para o Equador por conta da decisão do país sul-americano de dar asilo ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em sua embaixada de Londres, e assim evitar a extradição para a Suécia onde ele enfrenta acusações de crimes sexuais.

“O Equador deve reconhecer que sua decisão de abrigar o Sr. Assange há mais de três anos tem evitado o devido curso da justiça”, disse o ministro de Relações Exteriores britânico, Hugo Swire, em comunicado.

Os comentários acontecem após promotores suecos terem encerrado inquéritos.

Ele teme que, se isso acontecesse, ele poderia ser extraditado para os Estados Unidos, onde seria julgado por um dos maiores vazamentos de informação na história do país, após ter publicado milhares de mensagens diplomáticas secretas dos EUA há cinco anos, o que enfureceu Washington.

Assange violou sua liberdade condicional quando foi para a embaixada e a polícia britânica tem vigiado o prédio dia e noite, em Londres, desde então, a um custo estimado de mais de 10 milhões de libras (US$ 15,6 milhões).