09 de julho de 2026
Nacional

Corpos de vítimas de chacina são enterrados em Osasco e Barueri

Agência Brasil e Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 3 min

Estadão Conteúdo
Familiar de vítima lamenta a morte próxima ao local da chacina

Em meio a muita comoção, foram enterrados neste sábado (15) pela manhã os corpos de 12 dos 18 mortos nas chacinas ocorridas nesta quinta-feira (13) à noite nos municípios de Osasco e Barueri, a oeste da Grande São Paulo. Às 15h, no cemitério municipal de Barueri, será sepultado o corpo de Fernando Luiz de Paula.

Na lista fornecida pelo Cemitério Municipal de Barueri, entre 8he 12h foram enterrados os corpos de Jailton Vieira da Silva (28 anos) Wilkerr Thiago Correa Osório (29 anos), Tiago Teixeira de Souza (26 anos), Eduardo B. Cesar (26 anos), Manoel dos Santos e Antônio Neves dos Santos, de 40 anos.

No Cemitério Santo Antônio, em Osasco, foram enterrados os corpos de mais seis pessoas da lista de assassinatos em série, na noite do dia 13:  Deivison Lopes Ferreira (26 anos), Igor Silva Oliveira (19 anos), Jonas do Santos Soares (33 anos), Eduardo B. Cesar (26 anos), Rodrigo Lima da Silva (16 anos) e Presley Santos Gonçalves (26 anos). Presley Gonçalves chegou a ser socorrido no Pronto socorro do Jardim Rochdele, mas não resistiu aos ferimentos. Durante os ataques, seis pessoas ficaram feridas.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, com o reforço do policiamento no local , o comércio voltou a funcionar normalmente e o clima é de tranquilidade. Uma força-tarefa foi montada pelo governo estadual para tentar apurar a autoria do massacre. Até o fim da manhã deste sábado (15) não havia pistas sobre os assassinos.

Os donos dos veículos utilizados pelos criminosos ainda não foram identificados. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (14), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, informou que as chacinas tiveram participação de pelo menos seis pessoas, com o uso de três veículos. Um dos carros é um Peugeot de cor prata.

Segundo Alexandre de Moraes, o veículo foi visto em cinco dos oito locais onde ocorreram as mortes em Osasco, mas não teve a placa anotada. Ainda em Osasco, a polícia identificou uma moto, com duas pessoas, em três dos oito locais de ataques. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ofereceu ajuda da Polícia Federal nesse processo de apuração, caso o governo do estado julgue necessário reforço nas investigações.

Área de chacina era patrulhada por PM que foi morto

 

Os autores da maior chacina da história de São Paulo escolheram para agir locais que correspondiam a áreas de patrulhamento do cabo Avenilson Pereira de Oliveira, de 42 anos. Os bandidos também procuraram vítimas com antecedentes criminais e estariam usando coturnos. Seis das vítimas tinham passagem pela polícia. “Estamos analisando se há relação disso com os fatos”, disse o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

Para ele, no entanto, perguntar sobre o passado criminal e usar coturno é “típico de quem quer fingir que é um policial”. Moraes admitiu que entre as principais linhas de investigação está uma represália em função do assassinato do cabo da PM em Osasco. O Estado foi aos bairros onde ocorreram os ataques. Moradores e comerciantes que preferiram não se identificar, por medo de represálias, contaram que o “cabo Pereira” era conhecido na região.