A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) solicitou novas informações sobre a área anexa ao aterro sanitário de Bauru, de 4 mil metros quadrados, que aguarda licenciamento para começar a ser utilizada como alternativa para a destinação do lixo produzido pela cidade. A previsão é de que o atual aterro, que recebe cerca de 300 toneladas de resíduos todos os dias, se esgote até o final de setembro deste ano.
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| Marcelo Makino (Emdurb), Thelma Kamiji (Fral), Alessandra Pinezi (Emdurb), Lázara Gazzetta (Semma), Flávia Figueiredo (Cetesb), Alcides Braga (Cetesb) e Laércio Vechini (Cetesb) |
O pedido foi feito pela Cetesb aos representantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), que estiveram ontem em São Paulo para discutir os ajustes necessários. “São, basicamente, dúvidas sobre informações de engenharia. Não será necessária nenhuma adequação física da área, então, tudo deve caminhar de forma rápida”, analisa a titular da Semma, Lázara Gazzetta.
Segundo ela, a Fral, empresa que elaborou o projeto de licenciamento a pedido do município, informou que terá condições de reenviar o documento com os todos dados solicitados no prazo de até 15 dias. A expectativa é de que, depois disso, a Cetesb possa aprovar o licenciamento em uma semana, caso toda a documentação estiver dentro das exigências.
“Acredito que conseguiremos tudo dentro do prazo (final de setembro). Trabalhamos com muito empenho e esperamos que dê certo”, aponta.
Pela previsão da Semma, a nova área terá condições de receber o lixo produzido pela cidade até maio ou junho de 2016. “Isso se não conseguirmos aumentar o volume de materiais recicláveis destinados à coleta seletiva”, pondera Lázara.
A meta da pasta, no entanto, é lançar uma campanha de conscientização para ampliar o serviço, cuja cobertura deve atingir 100% dos bairros bauruenses até outubro deste ano com a aquisição de mais três caminhões de coleta, cuja licitação já está em andamento. Simultaneamente, a Semma irá solicitar o licenciamento de outra área anexa, com 50 mil metros quadrados, que poderá começar a receber resíduos assim que o espaço de 4 mil metros se esgotar.
“Este novo espaço, contudo, terá de contar com um centro de triagem para separação dos materiais recicláveis, já que, até 2018, em atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos, somente rejeitos poderão ser destinados aos aterros”, completa.