10 de julho de 2026
Bairros

Segundo secretários, Saúde e Semma estão em entendimento

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

As secretarias municipais da Saúde e do Meio Ambiente estão conversando entre si e, progressivamente, dividindo as ações que cabem a cada uma delas nas questões que envolvem o manejo de animais, o controle e a prevenção de zoonoses. Ao menos é o que dizem os titulares das pastas.  

“Há uma normatização do Ministério da Saúde que elenca o que é dever das secretarias municipais de saúde e o que não é. Do ponto de vista animal, lidamos com as zoonoses devido ao impacto que podem ter na saúde humana. Essa é a nossa perspectiva e queremos continuar fazendo dessa forma”, comenta o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti.

Segundo o secretário, a Saúde teve uma conversa preliminar com a titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Lázara Gazzetta, sobre as funções que cada pasta deve abraçar. “A ideia é que, progressivamente, a gente vá transferindo ações que fazemos hoje para a Semma. Sabemos que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) não tem local ou recursos humanos para toda a demanda do município. Por isso queremos evoluir nas negociações para passar uma série de coisas para o Meio Ambiente”, explica.

Nas palavras de Monti, talvez até o espaço do CCZ ficaria sob os cuidados da Semma, em um futuro próximo. “Não estou dizendo que isso é uma proposta ou que está decidido, mas é uma das hipóteses que vai depender das nossas negociações. Vamos desenhar esse quadro todo, inclusive, com a transferência dos recursos que a Saúde usa com os animais para a Semma. Há muita coisa a ser implementada. Tivemos uma conversa muito boa com o Comupda e estamos em entendimento com a Semma”, garante Monti.


Semma garante planejamento para atender a demanda

Ainda sem espaço próprio para receber e cuidar dos animais abandonados e/ou em situação de vulnerabilidade, a Semma segue trabalhando com o CCZ. Entretanto, a secretária do Meio Ambiente, Lázara Gazetta, garante que passos estão sendo dados para melhorar e intensificar as ações.

“Como secretária, eu quero e preciso cuidar dos animais. Estou montando um planejamento sobre essa questão em que entrará, inclusive, um espaço clínico para atender animais de famílias carentes”, desenha.

Lázara afirma que a questão faz parte de suas prioridades desde que assumiu a Semma e que vem trabalhando com as ONGs de proteção animal e com o Comupda. “Também estamos tentando um trabalho de parceria com o CCZ, principalmente no quesito doação dos animais do abrigo, até termos o nosso próprio espaço para recolher e atender os animais da rua e dos abrigos temporários. Como ainda não temos verba para isso, estamos trabalhando com o CCZ”.

De acordo com Lázara, a zoonose que mais preocupa Bauru ainda é a leishmaniose. “Porém, um ponto próximo e necessário é definir como trabalhar e separar isso, porque nem todo animal de rua tem zoonose, há a necessidade de tratamentos diferenciados”, pontua.


Castração: apenas uma clínica apresentou a documentação necessária

De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda), Leandro Tessari, foram feitos dois chamamentos públicos para o credenciamento das clínicas veterinárias interessadas em participar do  Programa de Controle da População Canina e Felina em Bauru, que irá castrar e microchipar cães e gatos da cidade. Porém, o processo parece estar parado porque houve dificuldades para as clínicas se credenciarem.

“O conselho pretende estudar a possibilidade de alterar o edital para estender o prazo, o que será colocado na mesa da próxima reunião, realizada ainda este mês. Queremos credenciar o maior número possível de clínicas nas mais diversas regiões da cidade”, aponta.

Já para a titular da Semma, Lázara Gazzetta, não é o prazo o problema, e sim o processo licitatório que impede que clínicas com pet shop se credenciem. Isso pode estar “emperrando” a documentação das clínicas, já que a maioria oferece este serviço. A documentação da única clínica cadastrada está na prefeitura para homologação.

“Mas estamos caminhando. O chamamento é contínuo e ainda é possível organizar a documentação. Não desistimos e estamos tentando melhorar a apresentação da documentação”, garante Lázara.