| Divulgação |
| A artista plástica Marly Hessel: livre para criar |
Raiz. Mais do que palavra, uma pista (e quente) sobre a fonte de inspiração da artista plástica Marly Jacó Hessel. Se algo é de raiz, a ela pode interessar. Um pouco dessa autenticidade colore o Templo Bar a partir de hoje.
Desde que se formou em artes plásticas pela Unesp Bauru, em 1996, Marly segue sua inclinação à mistura. O resultado de seu liquidificador intuitivo são tons que dão vida a temáticas instigantes.
Assim, o afro, o católico e indiano convergem para suas telas sem amarras.
“Quase todo ano exponho no Templo e, de novo, será uma satisfação. Venho com oito obras dessa vez”, detalha, ainda de São Paulo, por telefone.
Uma das telas foi concluída em dois dias e, “fresquinha”, chega nos braços da artista.
Trata-se de “A Última Ceia do Quilombo”. “Estive na Chapada dos Veadeiros [parque nacional], em Goiás, e me apaixonei pelo tema das comunidades quilombolas”, descreve. “Então a ceia sagrada foi ‘puxada’ para os quilombos’”.
Dividida entre Itapema-SC e a capital paulista, a bauruense Marly não deixa de estar em sua cidade natal com frequência.
Bauru, afinal, é parte umbilical de um trabalho que inclui desde técnica mista ao uso de materiais alternativos, como espelhos.
Um pouco desse brilho pode ser conferido a partir desta terça à noite.
Nobreza da alma
“Essa exposição leva o nome de ‘Arte Sagrada’ (quase pleonasmo vicioso). Nela me refiro mesmo ao sentido exato da palavra ‘sagrada’, aquele lugar em nós onde batem tambores, soam harpas e ouvimos muitas vozes... Nas minhas obras estão Maria, Simão Pedro, São Miguel Arcanjo, A Última Ceia de Quilombo, Elefantes da Índia, Preto Velho, Universo Buda... É fantástico termos esse presente no Brasil, esse sincretismo religioso, toda essa abertura e acesso para tantos caminhos que nos levam à nobreza da alma.” (Marly Hessel)
Serviço
Exposição “Arte Sagrada” de Marly Jacó Hessel. De hoje a 12 de setembro no Templo Bar: Rua Benjamin Constant 1-34. (14) 3223-3493 com reservas a partir das 19h.