| Samantha Ciuffa |
| Termômetro marcou 35º C na Vila Cardia nesta terça-feira |
Agosto de 2015 foi o mais quente dos últimos 15 anos em Bauru, conforme dados do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet). A temperatura média atingiu 22,5 graus, a mais alta para o mês desde que o órgão iniciou a medição na cidade, em 2001. O intenso calor também foi sentido ontem, no primeiro dia de setembro, que despontou como o segundo dia mais quente do ano.
Nesta terça, os termômetros marcaram temperatura máxima de 34,9 graus, apenas 2,1 graus a menos que o dia mais quente de 2015 registrado em janeiro, auge do verão. Neste inverno, porém, dias quentes também estiveram muito presentes nos meses junho e julho, contemplados pelo inverno assim como agosto.
Em junho, a temperatura média de 20,7 graus foi a mais alta em 12 anos; julho, o mais quente em nove anos, com média de 20,3 graus. Mas para o alívio dos bauruenses, o calorão deve diminuir um pouco hoje. “Com a passagem de uma frente fria pelo litoral, teremos leve queda na temperatura nesta quarta, atingindo a máxima de 30 graus”, disse a meteorologista do IPMet Zildene Pedrosa Emídio.
Bloqueios
Zildene atribui o forte calor em agosto deste ano à atuação de massas de ar mais seco somadas aos diversos bloqueios de entradas de frentes frias no Estado. “É esperado que isso aconteça. Embora o mês de agosto seja característico de mais frio, esses bloqueios duraram por mais tempo. Se não entra a frente, não tem a massa de ar fria acompanhado e, com isso, as temperaturas não caem”, explicou.
Ela ressalta que ainda haverá passagens de outras frentes frias, o que resultará em leve queda de temperatura. “Deve durar poucos dias, pois já estamos entrando na transição inverno-primavera”.
Sem chuva
Para Bauru, ainda de acordo com a meteorologista Zildene Pedrosa, não tem previsão de chuva até o feriado do dia 7 setembro, na próxima segunda-feira. “Por enquanto, não há indícios de que irá chover”, reitera.
Batalha
O nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha, que abastece de água cerca de 40% dos bauruenses, permanece pouca coisa acima da marca recomendada de 2,60 metros, conforme informou ontem a assessoria de comunicação do Departamento de Água e Esgoto (DAE). As comportas do manancial, entretanto, continuam fechadas, por precaução.
Conforme o JC noticiou, trata-se de procedimento padrão durante os períodos de estiagem no município e tem o objetivo de manter o nível ideal da lagoa de captação. O DAE avaliou ainda que o nível não caiu porque, além de a população estar economizando, este ano foi marcado por mais chuvas em comparação a 2014, quando, em setembro, a autarquia deu início a um rodízio no abastecimento de água em Bauru.