Assim como outras cidades da região (leia mais abaixo), desde terça-feira, a Prefeitura de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) está funcionando com expediente reduzido. O município alega queda na arrecadação e diz que a contenção de gastos é necessária para enfrentar a crise financeira e garantir que convênios e folha de pagamento sejam honrados. A previsão é de que a economia chegue a R$ 150 mil no final do mês.
Com a mudança, o Paço Municipal, que antes funcionava das 8h às 12h e das 13h às 17h, passará a funcionar de forma ininterrupta das 8h às 14h. De acordo com o prefeito Carlos Alessandro Franco Borro de Matos (PSDB), o Sandro Bola, serviços essenciais, como coleta de lixo, escolas e postos de saúde, não sofrerão alterações no horário.
“A intenção nossa é economizar cortando gastos como água, luz, telefone e combustível. Para você ter uma ideia, uma Patrol, que é uma motoniveladora, gasta, a cada três dias, 250 litros de combustível”, revela. “Fora isso, nós cortamos todas as horas extras, cortamos as portarias (de nomeações) e estamos cortando as gratificações”.
O prefeito explica que a prioridade do governo é honrar pagamentos dos convênios e servidores. “Nossa intenção, hoje, é única e exclusivamente pagar a folha salarial dos funcionários e subvenções das entidades. Só para a Santa Casa, por exemplo, são R$ 3 milhões ao ano”, diz. A lista inclui ainda asilo, creche, Legião Mirim e Ação Social.
Segundo Sandro Bola, com a redução no horário de funcionamento dos prédios públicos, a estimativa é de que sejam economizados R$ 150 mil ao mês. “Em face dessa grave crise pela qual estamos passando e da queda de arrecadação, de ISS e de FPM, nós temos que tentar solucionar esse problema da melhor maneira possível”, afirma.
Conforme divulgado pelo JC, Arealva (41 quilômetros de Bauru) foi a primeira prefeitura da região a reduzir o horário de funcionamento dos prédios públicos com o objetivo de cortar gastos. Desde o dia 20 de julho, a sede do Executivo, que ficava aberta das 8h às 11h30 e das 13h às 17h, passou a funcionar das 9h às 11h30 e das 12h30 às 16h.
Na ocasião, o prefeito Paulo Padanosque Pereira (PSB) argumentou que, entre 8h e 9h e 16h e 17h, o movimento de munícipes na sede do governo era muito pequeno. Segundo ele, com a mudança, a previsão era de que houvesse uma redução entre 8% e 10% nos gastos com energia, água e materiais.
Redução drástica
Em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), a prefeitura reduziu o expediente com objetivo de diminuir entre 25% e 35% os gastos com energia, telefone, água e combustível. Desde 3 de agosto, as secretarias, que atendiam das 8h às 11h30 e das 13h às 17h, passaram a atender das 7h às 13h. A prefeitura justificou que, entre o primeiro semestre de 2013 e primeiro semestre deste ano, teve queda de R$ 1,2 milhão no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de 50% no Imposto Sobre Serviços (ISS).