08 de julho de 2026
Geral

Cavalgada marca a tradicional Queima do Alho em Bauru

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr
Os participantes saíram da Bauru-Marília, rumo à Casa de Cursilho, localizada no Jardim Ferraz

A moda de viola embalou os cerca de 90 minutos da cavalgada que abriu a primeira edição da Queima do Alho em Bauru, nesse domingo (6). Os mais de 800 participantes, de sete cidades do Estado, saíram do quilômetro 353 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, a Bauru-Marília, rumo à Casa de Cursilho, localizada no Jardim Ferraz.

Lá, foi realizado um concurso culinário para eleger as mais saborosas refeições à moda dos tropeiros, com arroz carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne seca e churrasco no arado, que é feito em fogão improvisado, bem próximo ao chão. Os primeiros colocados levaram prêmios em dinheiro, troféu e medalhas.

“As pessoas começaram a cozinhar às 6h. É importante resgatar a cultura sertaneja e manter viva as tradições. Muita gente não conhecia esse cardápio”, comenta Marcelo Teixeira, um dos organizadores.

Ele explica que o nome vem do costume dos cozinheiros irem à frente das comitivas que tocavam a boiada, para preparar a refeição. “E o povo atrás brincava: ‘não vai queimar o alho’, o que amarga a comida”. A organização estima que o almoço contou com 1.500 pessoas. A Queima do Alho é uma realização da Crescione e Teixeira Eventos e da Comitiva Costela Viola.

Em família

Há mais de 10 anos o agricultor e corretor Marcos Boconcelo, de 46 anos, não perde uma cavalgada. “Hoje, a gente só quer saber de carro, mas é gostoso voltar às tradições. As crianças ficam enlouquecidas por causa dos cavalo”, conta ele, que ajudou Arthur, de 5 anos, um dos familiares ali presentes a ter essa experiência emocionante.

“Minha família adora! Foi tudo muito bom nessa cavalgada, com um clima bem familiar. Um respeita outro, todo mundo se comporta direitinho. Tinha que ter mais eventos como esse”, opina o bauruense, que levou para a cavalgada familiares de outras cidades e mais 15 amigos.

Quem também participou com familiares e amigos foi o mecânico industrial Adão Silveira, de 57 anos. Ele estava acompanhado da Comitiva Sem Destino, de Agudos, formada por 40 pessoas. “Vou a toda cavalgada. Esta foi muito tranquila. Gosto muito! A gente faz amizade, se diverte... Está no sangue”, partilha, lembrando que o almoço “fechou com chave de ouro”.

Solidariedade

Além de valorizar a cultura sertaneja, a Queima do Alho teve um aspecto social. A Casa da Sopa da Vila Dutra esteve no evento com barracas de lanches, sobremesas e artesanato.

Os participantes ainda contribuíram com a doação de um quilo de alimento, que também será destinado a essa ação social, assim como parte do que foi arrecadado com o estacionamento no local. De acordo com Marcelo Teixeira, foi arrecadada aproximadamente meia tonelada de alimentos.