| Aceituno Jr. |
| Reencontro animado: depois de uma partida para recordar os velhos tempos, veteranos tiveram almoço de confraternização |
Alguns ainda lidam com o esporte em seu dia a dia. Outros apenas guardam as boas lembranças e as amizades conquistadas por meio dele. O clima de festa, por sua vez, foi para todos no reencontro “50 anos de Basquete Masculino” da Associação Luso Brasileira, realizado nesse domingo (6).
Dezenas de ex-atletas e suas famílias se reuniram na sede do clube. Alguns, estabelecidos fora de Bauru, não reviam os antigos colegas há mais de três décadas.
É o caso de Dirceu Camargo, 61 anos, que, no final da década de 1970, após formar-se engenheiro por aqui, foi trabalhar em Piracicaba. “Eu não via tanta gente há tento tempo. E são as amizades o que a gente carrega de mais forte dessa história toda”.
Ele jogou pelo time até 1978, dez anos após ter ingressado na segunda escolinha do Luso, em 1958. “Participei de todas as categorias: mini, mirim, infantil, juvenil e adulto”, lembra, orgulhando-se de ter participado da equipe que faturou os primeiros campeonatos do Interior e do Estado de São Paulo.
ATÉ HOJE
| Aceituno Jr. |
| Aos 70 anos, Caetano não parou de ensinar basquete |
Aos 70 anos, o basquete ainda é uma realidade para Caetano dos Santos Neto. Mesmo aposentado da Unesp, continua ensinando a modalidade para estudantes de educação física em faculdades particulares.
Sua relação com o esporte começou antes mesmo da formação do time da Luso, em 1959, quando chegou a vencer alguns campeonatos, defendendo o uniforme do Noroeste.
Depois, atuou como diretor das equipes de base do clube. No posto, consagrou-se como tricampeão estadual. “O mais legal é a gente colher os resultados. Sempre trabalhamos visando o homem, o caráter. E hoje vejo jogadores meus que se tornaram juízes, promotores, médicos. Sem contar aqueles que seguiram no basquete, como o Demétrius, que é assessor do Guerrinha, e o Nelsinho Salmem, que foi para a Seleção”.
MAIS VEZES
Francisco Wladmir Bueoloni, o Francis, jogou pelo Luso entre 1966 e 1972, após passagem pela equipe de basquete do XV de Piracicaba.
Por aqui, foi contemporâneo de Caetano dos Santos Neto e Tidei de Lima. Hoje, aos 65, só acompanha o esporte pela televisão.
“Eu me afastei. Depois disso, encontrei poucas vezes com alguns amigos. Antes dos netos chegarem, a gente vinha mais de Piracicaba para Bauru. Agora, precisamos nos dividir mais. Tenho filhos Brasília, São Pedro e aqui também. Tomara que a gente não espere mais 50 anos para repetir esse encontro”, torce.
A história
A Associação Luso Brasileira de Bauru foi fundada em 1962, como Clube Social e Literário. A primeira reunião foi realizada na Sociedade Beneficência Portuguesa de Bauru, para a formação da diretoria, colégio de eleitores (hoje conselho deliberativo) e venda de 150 títulos de sócios-fundadores para iniciar a construção da sede social, em área doada pelo comendador Martha, nos Altos da Cidade, próxima a Praça Portugal.
A partir de 1964, com o clube já instalado na rua Alfredo Fontão, tendo como presidente o engenheiro José da Silva Martha, foi convidado para a diretoria de esportes o então diretor do Aero Clube de Bauru, Antonio Marques Rodrigues dos Santos. A missão dele: implantar, na Luso, modalidades esportivas competitivas, com a intenção de aumentar os associados no clube. Em dois anos, vieram o basquete, a natação, o vôlei, o tênis de campo e o judô.
A modalidade basquete masculino foi implantada a partir de 1965 na Luso com a união da estrutura já existente na cidade, pelo comerciante e técnico Raduan Trabulsi, que levou para a Luso os atletas do juvenil (17 e 18 anos) e adultos (a partir de 19 anos). No mesmo ano, foi formada a primeira escolinha de basquete masculino, treinado pelo então jornalista Flávio de Angelis, com mais de 100 garotos com idade até 14 anos.