09 de julho de 2026
Regional

Garça símbolo do rio Bonito, em Botucatu, é morta a tiros

Heitor Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo pessoal/Divulgação
Garça era símbolo do bairro Rio Bonito Campo e Náutica

Uma garça, que era símbolo da região rural do rio Bonito, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), foi morta a tiros na última segunda-feira (7).

A ave era de estimação dos moradores do bairro Rio Bonito Campo e Náutica, composto por ranchos e casas de campo e que está a cerca de 35 quilômetros do Centro da cidade, em uma região bastante usada para camping, atividades de lazer ao ar livre e pesca.

Segundo informações da moradora Claudete Antoniolli Donini, um grupo de pessoas, de Piracicaba, teria alugado uma das chácaras durante o último feriado prolongado.

Na segunda-feira (7), os moradores do local perceberam que a ave estava caída na beira do rio, nas proximidades do imóvel alugado, e pressionaram as pessoas que estavam na propriedade para socorrer a garça, que estava gravemente ferida.

Ela foi levada com vida ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, onde veio a óbito.

Segundo o Cempas, exames posteriores constataram a presença de fragmentos de projeteis no corpo da ave, mas a confirmação sobre o tipo de armamento usado só ocorrerá após a divulgação do resultado do exame de necropsia, o que deve acontecer no final de semana. Em princípio, suspeita-se de chumbinho.

â??Era uma ave muito dócil, todos gostavam dela. Foi muito triste e decepcionanteâ?, lamentou Claudete. A ave era chamada pelos moradores de Fiona e Gisele Bündchen.

A Polícia Militar Ambiental de Botucatu afirmou que espera o resultado dos exames que estão sendo feitos pelo Cempas e de uma posterior investigação da Polícia Civil para autuar os culpados pelo crime ambiental. 

Os policiais ambientais lembram que matar animais silvestres é crime pelo artigo 29 da lei 9605/98 em todo território nacional, com uma pena de 6 meses a 1 ano de detenção, além de multa administrativa pela Resolução SMA 48/2014, que poderá ser desde uma advertência até um valor máximo de R$ 50 milhões.

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