08 de julho de 2026
Polícia

Briga de mulheres acaba em morte

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Uma mulher, que ainda não foi identificada, morreu após uma discussão, ontem pela manhã, na região da favela São Manoel, em Bauru. Wagna Correa Chaves, 39 anos, assumiu ter cometido o crime com uma faca de cozinha, que, segundo ela, pertencia à vítima. Esse foi o 22.º assassinato deste ano, segundo levantamento extraoficial feito pelo JC. O total de casos não inclui só homicídios, mas também dois crimes de latrocínio e dois feminicídios.

De acordo com o delegado plantonista Mário Henrique Ramos, Wagna trabalhava como camareira em um hotel situado na região central da cidade, porém, há dois anos, começou a usar crack. Há três dias, a mulher estava consumindo a droga e se prostituindo para sustentar o vício. Tal comportamento, segundo Ramos, teria provocado certo desconforto na vítima, que também seria uma garota de programa e que teria ponto naquela região há mais tempo.

Por volta das 9h, quando Wagna chegou à rua Afro França, na região da favela São Manoel, a vítima a abordou e teria exigido que pagasse parte da quantia arrecadada com os programas. As mulheres começaram a discutir e, segundo a suspeita, a vítima a atacou com uma faca de cozinha. Nesse momento, Wagna sofreu um ferimento superficial na região da cabeça, mas conseguiu retirar a arma das mãos da suposta agressora.

Todavia, ao invés de fugir, Wagna resolveu esfaquear a mulher e uma testemunha acionou a Polícia Militar (PM). Quando a viatura chegou, a suspeita havia fugido e se escondido em um matagal, mas foi localizada pela polícia. A vítima, até agora desconhecida, foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu à caminho do hospital.

Já a suspeita, que sofreu um ferimento superficial, foi levada até o PSC pela PM. Depois de passar por cuidados médicos, ela foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária (CPJ). Na delegacia, Mário Henrique Ramos ouviu Wagna depois de ter passado o efeito das drogas que ela havia consumido. A mulher confessou que cometeu o crime para se defender e foi presa por homicídio simples. Ainda ontem, Wagna seria levada à Cadeia Pública de Pirajuí. 

Local prejudicado

 

Com a chuva que atingiu a cidade, o local do crime ficou prejudicado para a perícia técnica. Contudo, a arma foi apreendida e a Polícia Civil já trabalha com um caso de autoria conhecida, porque a camareira confessou que cometeu o crime. Além disso, o corpo da vítima foi encaminhado ao IML e só o exame necroscópico detectará a quantidade de facadas, mas, segundo o boletim de ocorrência (BO), teriam sido, pelo menos, duas.

A partir de agora, conforme informações do delegado plantonista Mário Henrique Ramos, o caso será distribuído para um dos cartórios, já que a autoria é conhecida. “De agora em diante, provavelmente, o delegado responsável pela investigação do crime verificará se há mais alguma testemunha a ser ouvida e aguardará o laudo necroscópico para encerrar o inquérito policial”, finaliza.

Serviço
Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil não havia fornecido as características físicas da vítima, que ainda está em processo de reconhecimento material para identificação. O que se sabe é que seria uma garota de programa que frequentava a região da favela São Manoel. Se alguém tiver informações para ajudar a polícia a identificar a mulher, basta ir até a CPJ, que fica na avenida Rodrigues Alves, 23-23, na Vila Cardia, em Bauru.