11 de julho de 2026
Política

Partidos debatem conjuntura política

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Com peso no cenário nacional ou no quadro local, as siglas PSB, PT e DEM discutiram conjuntura política, ontem pela manhã, em Bauru. De olho no pleito de 2016, cada partido promoveu sua própria reunião. O PSB realizou um encontro regional, na Câmara. Já a militância petista participou do “Dia Mensal de Mobilização”, evento organizado em outras 60 cidades paulistas. No caso do DEM, a união se deu em assembleia ordinária.

“Resgate político foi a palavra mais usada aqui hoje (ontem). Principalmente, a nobreza de se representar o povo e fazer a boa política, a verdadeira política”, explica o vereador Paulo Eduardo de Souza, presidente da comissão provisória do PSB em Bauru. Durante o encontro, que reuniu representantes de municípios como Arealva, Pederneiras e Agudos, foi criada a Associação Paulista de Vereadores do PSB.

“Defendemos (o PSB) um Estado que não execute tudo, mas que regule tudo, que trabalhe para que os direitos fundamentais sejam exercidos na plenitude”, afirma o parlamentar. Na oportunidade, os filiados à legenda se reiteraram não apenas como socialistas como também oposição favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Revide

“Estamos sofrendo um ataque pesado da grande mídia. Todos os dias acham motivos, mesmo sem nada de concreto. Usam termos como suspeita e indícios. Aqueles atos que são verdadeiros, não contestamos. Tem petista envolvido com coisa errada? Tem, assim como tem gente de todos os outros partidos. Tem quem cobre moralidade e impeachment, mas está envolvido até o pescoço”, diz Claudinho da Construção, presidente do diretório local do PT.

Na reunião de ontem, realizada no Sindicado dos Trabalhadores da Construção Civil, o objetivo da sigla foi o de qualificar o debate em defesa das políticas públicas do partido e a oposição ao governo do PSDB e seus aliados. Participou do encontro a líder da oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputada Beth Sahão, de Catanduva.

Para ela, quando um partido ganha por pequena maioria depois precisa legitimar-se no poder, a despeito da força contrária exercida pela oposição. No entanto, logo depois que Dilma Rousseff foi eleita para o segundo mandato, houve um relaxamento natural da militância. “A militância do PT dificilmente se encolhe. Quando é chamada vai à rua, defende o governo, a democracia, o partido. Esta reunião está sendo feita para mobilizar, demonstrar nossa unidade interna”, explica.

Pontual
Opositor histórico do PT, seja em instância local ou nacional, as discussões promovidas ontem pelo DEM miraram principalmente a sucessão do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Em tom bem-humorado, o presidente da legenda, Dudu Ranieri, demonstrava mais preocupação com filiações e composições para as eleições do próximo ano. Trouxe para o partido, por exemplo, a irmã do socialista Isaias Daibem, Regina Daibem.

Ele também aproveitou o momento para, mais uma vez, incentivar o ex-vereador José Roberto Martins Segalla a participar das próximas eleições, assim como faz com a filha, Chiara Ranieri, que não participou do encontro, ontem. Apesar de reconhecer dificuldades de ordem financeira, ao lado dos visitantes Raul Gonçalves Paula (PV) e Arildo Lima Júnior (PSDB) fez questão de sinalizar, ainda que em tom descontraído, também ser uma alternativa ao Palácio das Cerejeiras. “Não tenho medo não”, conclui.