08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Fiscalização e bancada evangélica


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A bancada evangélica da Câmara Municipal de Bauru está se posicionando contra as novas regras de segurança que estão sendo definidas pela Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) para aprovar projetos de templos religiosos em Bauru. Os vereadores evangélicos alegam que as exigências são exageradas e inviabilizarão a abertura de novas igrejas, conforme matéria do Jornal da Cidade do dia 9/7/2015.

No entanto, é preciso relembrar esses vereadores que em 2009 o teto da Igreja Apostólica Renascer em Cristo desabou e deixou 7 mortos e 76 feridos em São Paulo.

No mesmo ano de 2009, o teto da Igreja Universal do Reino de Deus de Osasco também desabou e matou 23 pessoas e deixou dezenas de feridos.

No último dia 29/8/2015, o teto de um Templo da Igreja Pentecostal Deus é Amor em Guarupi (Tocantins) também desabou e deixou dezenas de feridos.

E antes de ocorrer essas tragédias, ambas as prefeituras sofriam pressão de vereadores da bancada evangélica das Câmaras de São Paulo e Osasco no sentido de se flexibilizar a fiscalização dos templos.

Deu no que deu! Citei esses exemplos para alertar os vereadores da Bancada Evangélica que o direito de culto é sagrado, mas que em hipótese alguma pode colocar em risco a integridade física dos participantes.

As exigências da fiscalização devem ser  benéficas para as próprias Igrejas. Mas parece que esses vereadores estão mais preocupados com os votos e não com a segurança e a comodidade dos fiéis.

Pedro Valentim