08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Trabalho Infantil


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O Trabalho não pertence ao vocabulário infantil. Cabe à criança o direito de brincar e estudar. Trabalhar é “coisa” de adulto. A palavra trabalho tem origem latina, tripalium, e significava instrumento de tortura ou atividades a serem executadas por escravos. Hoje, o direito ao trabalho ganhou outra dimensão, faz parte da dignidade da pessoa humana, mas não é coisa de criança. No Brasil, muitas crianças e adolescentes trabalham para ajudar no sustento da família. As crianças são o futuro do Brasil, porém como poderão realizar mudanças no País se não possuem conhecimentos que só podem se adquiridos na escola, pois estão trabalhando?

Há quem diga o contrário, mas lugar de criança é na escola. É nela que a criança será preparada para o mercado de trabalho, que se torna cada vez mais competitivo. Quando uma criança começa a trabalhar tanto seu rendimento escolar quanto sua frequência na escola diminuem. Em muitos casos, a criança simplesmente deixa de frequentar a escola para dedicar-se ao trabalho. O trabalho infantil e outras formas de exploração econômica da criança são as maiores razões para a evasão escolar.

Um dos motivos que elevam os índices de exploração do trabalho infantil é a ausência de fiscalização e de denúncia dos casos irregulares por parte da sociedade brasileira. No Brasil, o trabalho é permitido para adolescentes a partir de 14 anos na condição de aprendiz. Porém, segundo o IBGE, em 2012, mais de 554 mil crianças entre 5 e 13 anos já trabalhavam no País. Para punir os exploradores do trabalho infantil é preciso que a população brasileira ajude a denunciar essas ocorrências de exploração do trabalho infantil.

Portanto, criança não deve trabalhar, mas brincar e estudar. O futuro do Brasil corre sério risco devido ao trabalho infantil. Com a criação de programas assistenciais para famílias de baixa renda, implementação do ensino público integral e incentivo à denúncia, as crianças não serão mais fontes de exploração econômica. Somente assim será possível construir um País melhor.

Ana Carolina Pires Ferreira de Lima, 16 anos, estudante