09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Como prejudicar os mais pobres em duas lições


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Em 2015, até 1/set., a dívida pública consumiu R$ 671 bilhões = 47% do gasto federal. A medida de corte de gastos do governo federal, que tem tantos defensores, significa prejudicar o atendimento à população mais pobre. O aumento de impostos, normalmente articulado a isenções aos setores financiadores do poder, significa prejudicar a população mais pobre. A brutal venda de recursos naturais para pagar a dívida, ou seja, a venda do patrimônio da população brasileira para revender “natureza” no varejo à própria população (por exemplo, as tarifas elétricas que não param de subir), significa prejudicar a população mais pobre. Todas as conhecidas fórmulas dos numerólogos, que as travestem de ciência econômica, significam tomar dos muitos da população mais pobre para entregar aos poucos muito ricos.

Um recado para aqueles que não são beneficiários desse saque: cortar na carne = falta de moradia + despejo + morte nos corredores de hospitais + educação de segunda linha (quando muito) + trabalhar doente + trabalhar até apodrecer + não conseguir trabalho + insegurança + morte aos goles (lazer) + carência de remédios + alimentação racionada (ração) + encarceramento da população + neofascismo... Vocês não merecem essa dívida - muito menos essa vida!

Um recado para aqueles que são beneficiários do saque: enquanto contabilizam as ditas fórmulas de omitir quantos morrerão de miséria objetiva e subjetiva em nome do pagamento de uma duvidosa dívida, pensem em como não pautar a taxação das grandes fortunas, antes que haja organização para interromper o crônico esquema de produzir populações empobrecidas e “maravilhosas” máquinas de socializar prejuízos. Orçamento Geral da União Executado em 2014 – Total = R$ 2,168 trilhão (site: auditoriacidada.org.br)

 Angelo Antonio Abrantes