10 de julho de 2026
Geral

Morte de idoso foi por causas naturais

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

O aposentado Armando Togashi, 77 anos, morreu por causas naturais, conforme aponta o exame necroscópico realizado no corpo, que foi encontrado anteontem, nas proximidades do antigo IPA, atrás do Distrito Industrial 3, em Bauru. Embora a família o tenha reconhecido, a Polícia Civil resolveu seguir o protocolo e solicitar exame de DNA. O idoso estava desaparecido desde o último dia 2 de setembro.


Ontem pela manhã, o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, recebeu o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que não identificou sinais de violência. Por outro lado, a causa efetiva da morte não foi especificada, devido ao avançado estado de decomposição do corpo. Diante disso, a Polícia Civil descarta a possibilidade de lesão corporal contra o aposentado.


Granja informa que, pela idade e pelo quadro de hipertensão, o idoso poderia ter sofrido alguma consequência da falta de medicamento ou um problema neurológico que o levou à desorientação. Tanto que as últimas imagens registradas de Togashi o mostram descendo em um ponto de ônibus errado e, já na rua, ele seguiu para a direção contrária da residência onde vivia, na Vila Lemos.


Ainda segundo o delegado, Togashi poderia ter sofrido uma hipotermia, porque o frio atingiu a cidade há algumas semanas, justo na época em que ele desapareceu. Essa consequência, inclusive, poderia favorecer um eventual processo de cardiopatia. A hipótese, porém, segue sob investigação. “Nós ainda checaremos a movimentação bancária e o motivo que o fez chegar até o antigo IPA”, acrescenta.

Outra hipótese


Embora as imagens do circuito interno do coletivo onde o idoso estava tenham captado que ele portava uma carteira, o objeto não foi localizado junto ao corpo. Além disso, Togashi não usava a aliança de casamento quando foi encontrado. Embora Kleber Granja não descarte qualquer hipótese, a tese de que o aposentado teria sido vítima de latrocínio ficou prejudicada, porque o relógio de marca que ele usava ainda estava junto ao corpo.


Embora a família do idoso o tenha reconhecido sem qualquer dúvida, a Polícia Civil requisitou exame de DNA e, ontem pela manhã, colheu sangue do filho Emerson Togashi, 40 anos, que chegou a se emocionar ao falar sobre o pai (leia mais abaixo). O corpo do aposentado foi enterrado ontem, às 15h, em Tibiriçá, onde ele nasceu. O idoso deixou a esposa Yoko Togashi, 67 anos, três filhos e dois netos.

 

'Ele nos deixou um legado'

Armando Togashi nasceu em Tibiriçá e viveu no sítio da família até os 18 anos, quando chegou a Bauru. Ele já trabalhou em banco, se formou em contabilidade, chegou a lecionar no curso técnico da Escola Estadual Ernesto Monti, mas o forte de Togashi era vender. Inclusive, o filho Emerson deu continuidade à profissão do pai. “Ele nos deixou um legado e só estamos bem encaminhados, porque seguimos os seus passos”, pontua. 


Questionado sobre a hipótese aventada pela Polícia Civil, Emerson afirma que é difícil de acreditar que, embora desorientado, o pai tenha chegado sozinho até a área que pertence ao antigo IPA, ou melhor, um local de difícil acesso. Todavia, a família sente certo alívio ao ter notícias, mesmo que negativas, do paradeiro de Togashi. Emerson aproveita para agradecer àqueles que o apoiaram durante a busca, que, infelizmente, não teve um final feliz.