Para que não nos esqueçamos das regras é conveniente reprisar a leitura dos escritos.
A respeito da matéria veiculada no JC de 13/09/15, é uma calamidade o uso do “trânsito paralelo” em nossa cidade. Com muita frequência se vê no trânsito de Bauru o desrespeito à sinalização e às regras de trânsito, imperando a “lei do Gerson”, aquele infeliz que propagou levar vantagem em tudo. Quando não, aparece aquele condutor extremamente gentil, que contrariando as regras e o fluxo, apresenta sua gentileza sem atentar que o trânsito é regido por normas e não por gentilezas.
Há alguns dias atrás, dirigia-me ao Fórum das Varas de Família e Sucessões, no sentido Getúlio/Rondon, no cruzamento que à esquerda dá acesso aquele Fórum. Adiantei-me sinalizando que iria convergir à esquerda, como reza a norma. Um cidadão, em sentido contrário, obviamente buscando o acesso aos condomínios Paineiras e Samambaia, não adiantou, parando antes do cruzamento. Piscou luzes, esbravejou-se, aparelhando seu “potente” junto ao meu carro quando eu lhe disse: Você precisa ler o livrinho (CNT). Pra quê? Me xingou de velho e malcriado.
Na volta, por alguns instantes, acompanhando o fluxo, observei que fazendo o mesmo trajeto do cidadão, passaram sete veículos, seis procederam de acordo, um desrespeitou as regras tal qual o cidadão.
Tem mais, dirigi-me à Emdurb relatando o fato. Conclusão: o que o sr. quis fazer é chamado de “mão inglesa”, proibida de se fazer no local enquanto não for demarcado e sinalizado. Acataram a sugestão para estudo.
Portanto, meu amigo. O sr. estava errado. Ser velho está na cabeça de cada um; não sou velho! Prefiro ser tratado como um semelhante, não pelos meus cabelos brancos. Quanto do velho, o sr. chega lá! Eu só estava exercendo o meu direito de cidadania, para evitar acidentes. Quem me conhece sabe do meu perfil. Não estou para discutir ou brigar no trânsito.
Posso até educar. Sem lhe conhecer, convido-o para ser meu amigo, dentre muitos, muitos mesmo, que, pela graça de Deus, tenho e prezo.
E finalizo: o sr. precisa ler o livrinho. E se não ler, leia este jornal. Aliás, todos nós, nesta semana do trânsito. A edição de hoje do JC traz um pouco do que falo. O desrespeito. Vamos mudar!
Paulo de Marchi Sobrinho