08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Faço coro com Luiz Buccalon

Ivan Goffi
| Tempo de leitura: 2 min

Pertinente e objetivo, o missivista Luiz Buccalon Neto foi certeiro em suas críticas contra a Emdurb, em 25/09. De fato, tudo leva a crer que os ‘técnicos’ daquela empresa gerenciam o trânsito de seus gabinetes, pelo google maps. Seria difícil elencar aqui todas as mudanças de mãos e contramãos, conversões e proibições irracionais, ilógicas, burras. Dou mais quatro exemplos: proibição de conversão para o Jardim Santana, via Nuno de Assis, logo após o acesso da Rondon. Isso obriga o motorista a uma volta de 1,8 km pela horrorosa avenida (até a rodoviária, ida e volta) ou embrenhar-se nas vielas do PVA.


Outra é a recente proibição de conversão à direita no trevo de acesso ao Pagani, uma longa e antiga rua de mão dupla que, graças à Emdurb, tem hoje apenas 30m de “sentido único”, obrigando o motorista a outra volta de 600m para chegar quase no mesmo local. E os pontos de ônibus da Nações, que estrangulam perigosamente o tráfego nos horários de pico sem que tivessem a cautela de fazer baias para paradas, mesmo com canteiros largos o suficiente para isso? Ou da estúpida conversão à esquerda para cruzar a Nações, na Caetano Sampieri, cujo gargalo criado debaixo do semáforo que o antecede faz um emaranhado de carros?


As faixas amarelas são outro contrassenso. Decidiu-se que as esquinas têm de ter espaço para conversão de transatlânticos. Vagas de estacionamento foram e são suprimidas em locais que nós, motoristas, vemos e sabemos que não haveria necessidade de supressão, porquanto sempre se fez conversão e sempre se teve campo de visão. Mas, do google maps não é bem isso que seus técnicos veem. Ou de seus manuais embolorados. A verdade é que a Emdurb seria mais útil se adotasse a regra geral da administração pública: a omissão. Cada vez que se mexe no tráfego que funcionava sem problemas, algo piora.