| Malavolta Jr. |
| PODEROSO – Time bauruense encarou de igual pra igual time milionário com orçamento anual de 30 milhões de euros |
Depois da grande vitória de sexta-feira, o Paschoalotto/Bauru foi derrotado, ontem à tarde, no ginásio Ibirapuera, pelo Real Madrid por 91 a 79 e ficou com o vice-campeonato mundial. Mais uma vez, o time bauruense fez um bom jogo e enfrentou os poderosos espanhóis de igual para igual, chegando a empatar o duelo em várias ocasiões. No final, a intensidade de jogo e o elenco qualificado e milionário do Real Madrid pesaram e foram determinantes para o desfecho da competição.
Após 31 anos, o Real Madrid voltou ao Ibirapuera, local onde havia conquistado seu mundial anterior, para chegar ao quinto título da competição e ampliar sua hegemonia no torneio. Para o Paschoalotto, longe de frustração, o Mundial serviu para mostrar o alto nível de basquete que a equipe pode apresentar e a qualidade do trabalho desenvolvido pelo projeto na cidade.
Jogo
O Real jogou sem o ala Rudy Fernández, com problemas físicos. Demorou um minuto e meio para Felipe Reyes abrir o placar no jogo. O Paschoalotto não começou bem a partida. Aparentemente ansioso, desperdiçou ataques e cedeu contragolpes para o Real Madrid.
O resultado foi 8 a 0 e o primeiro tempo solicitado pelo técnico Guerrinha. Não adiantou, o time não se encontrou e chegou a estar 12 pontos atrás. Coube a Alex, em lance livre, anotar o primeiro ponto bauruense, a 4min55 do final do quarto: 12 a 1.
A partir daí, foram cinco pontos consecutivos do Bauru. Houve alguns minutos de equilíbrio, mas o Real Madrid, em jogo de rápida transição, voltou a ampliar e, no finalzinho, Nocioni arremessou no estouro do cronômetro fez 24 a 15 para os espanhóis.
No início do segundo quarto, duelo particular entre Alex e Nocioni. O ala do Bauru, em marcação agressiva, infernizou a vida do argentino, que arremessou desequilibrado e errou. O rebote foi do próprio Alex, que partiu em velocidade para o ataque e fez, passou pelo próprio Nocioni e fez cesta na bandeja. O lance inflamou o time, que partiu para uma arrancada e empatou em 29 pontos, em cravada de Rafael Mineiro, a 5min do intervalo.
A exemplo de sexta-feira, o nervosismo tomou conta do Real. Novamente Sérgio Rodríguez se envolveu em confusão com a arbitragem, mas desta vez não ficou em apenas uma falta técnica. Descontrolado, o jogador acabou excluído da partida por duas faltas técnicas e deixou a quadra apupado pela torcida. A tensão motivou o Real Madrid. Comandado por Sergio Llull, o time “voltou para o jogo” e comandou as ações nos instantes finais do quarto, com marcação eficiente e dominou as ações e encerrou a parcial vencendo por 49 a 40.
Bauru fez 4 a 0 no retorno à quadra. Na sequência, com o jogo pegado, vários erros de ataque de ambos os times. Marcando implacavelmente, o Paschoalotto se deu melhor e nos primeiros seis minutos fez 11 a 4, encostando no placar em chute certeiro de Robert Day da zona morta. O time foi buscar mais uma vez o empate, que veio em lances livres de Hettsheimeir: 53 a 53. O Paschoalotto oscilou nos instantes finais e o Real Madrid, sempre intenso, na rápida transição virou o quarto nove pontos à frente, 66 a 57.
Paschoalotto voltou bem para o quarto final e, em cesta de Alex, cortou para quatro pontos a distância. Foi o momento de Tompkins aparecer pelo time espanhol. Com a mão calibrada, o norte-americano puxou a pontuação da equipe merengue. A quatro do final, Llull fez de três e ampliou para 12 pontos para o Real Madrid.
Guerrinha parou o jogo para orientar a equipe. O aspecto físico, o desgaste de ter corrido atrás do placar durante todo o jogo e a intensidade da disputa pesaram no final. O time foi bravo, mas acabou vacilando em rebotes defensivos importantes, que poderiam ajudar a alterar o rumo que o jogo tomou. Final: 91 a 79.