08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Samba e Bebop de raiz

Wellington Leite - radialista e professor Universitário
| Tempo de leitura: 1 min

Gostaria de compartilhar com os leitores do JC a memorável noite que tivemos no sábado, 25 de setembro, aqui em Bauru. Não, não estou falando de mais um alagamento. Foi noite de música da melhor qualidade. No espaço Protótipo, no centro velho da cidade, duas bandas fizeram um som instrumental da pesada: a Batukombo e a Raloz Jazz Bebop Session.


Faço como um registro histórico de um acontecimento artístico e musical que quebrou diversas barreiras: a das gravadoras, a das emissoras, a dos hábitos atuais que ignoram a música instrumental, a econômica, etc.


Garanto a você que a qualidade do som apresentado anteontem não cabe em Bauru: logo pode bater asas e passear onde ainda valorizam boa música. A do tipo-exportação.


A Batukombo abriu a noite com sambas autorais e muitas pérolas consagradas. Anderson de Paula na cavaquinho, André Souza no trompete, Caio Santos no trombone, Eduardo Johansen também trombone, Helton Carmesan no baixo, Lilo Oro na bateria, Odair Felício no violão e Tiago Barreta no saxofone, criaram, arranjaram, tocaram e levaram o público (que desafiou a chuva) ao delírio. Fizeram isso de boina, suspensório, sapatos brilhantes e muita criatividade.


A Raloz Jazz, do Ralinho, o baterista Luiz Manaia, veio na sequência com Fernando Lima no baixo, Roger Pereira no teclado e importaram Eduardo Johansen e Tiago Barreta para deixar o som mais pesado: só os clássicos do Bebop. Rápidos, intensos e envolventes, improvisaram com categoria e autoridade de quem sempre fez o melhor do jazz de Bauru, ao estilo de Charlie Parker e Companhia.


Todos os presentes ficamos extasiados e esperamos nova apresentação. A cena musical instrumental da cidade precisa ser ouvida! Convido a todos a conhecer a arte desses abnegados pela música de qualidade. Faça chuva ou faça sol!