09 de julho de 2026
Internacional

Potências têm desavenças sobre Síria


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A França desafiou a Rússia a basear suas palavras em ações no que diz respeito ao combate aos militantes do Estado Islâmico na Síria, enquanto as principais potências mundiais tiveram dificuldades nessa terça-feira (29) para conciliar as divergências entre Moscou e o Ocidente sobre como encerrar a guerra civil no país do Oriente Médio.

Após o presidente russo, Vladimir Putin, que enviou aviões de guerra e tanques em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, ter pedido pela formação de uma nova coalizão de combate ao Estado Islâmico, diplomatas passaram a perseguir novas maneiras de consolidar uma nova frente para lutar contra os militantes.

Entre as ideias sugeridas em conversas paralelas durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, estiveram a de unir nas negociações um pequeno grupo de potências mundiais, modelo bem-sucedido nas conversas nucleares com o Irã concluídas em 14 de julho, ou de reavivar um mecanismo de paz da ONU mais abrangente.

“O que é mais importante no combate ao Estado Islâmico não é o ataque midiático, é o ataque real”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, em resposta às declarações feitas por Putin durante a cúpula de líderes mundiais, na segunda-feira.

Putin disse à Assembleia-Geral da ONU que Assad deve fazer parte da coalizão que luta contra o Estado Islâmico. Washington e seus aliados indicaram que Assad pode permanecer no poder a curto prazo, mas que seria essencial uma transição de regime na qual ele não teria papel duradouro.

Nessa terça (29), a Rússia boicotou ontem uma reunião convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para discutir o combate ao Estado Islâmico. O encontro foi considerado pela Rússia uma falta de respeito com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.