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| Sobrevivência: filhote está sendo alimentado pelos funcionários do zoológico com uma mamadeira |
Profissionais do Zoológico de Bauru mobilizam esforços para cuidar de um pequeno filhote de tamanduá-bandeira que nasceu no final de agosto no local. Nesta semana, ele precisou ser retirado de perto da mãe, para que fosse cuidado pelos funcionários.
Segundo Luiz Pires, que é diretor do Zoo, essa foi a primeira cria da tamanduá fêmea e, nesse caso, as “mamães” não costumam ter um intenso cuidado com a cria, o que pode determinar a morte do filhote. “Há três anos, tivemos um caso similar e, infelizmente, o filhote de tamanduá não resistiu”, conta.
“São muito frágeis. Agora, ele está sendo alimentado por mamadeira e, a todo momento, é feita a manutenção da temperatura corporal para mantê-lo aquecido, como seria, caso estivesse sendo protegido pela mãe”, explicou.
Ainda não dá para prever por quanto tempo o filhote permanecerá sendo cuidado pelos profissionais. Ele ainda não pode ser visto pelos visitantes. A estimativa é de que o processo leve cerca de oito meses.
“Estamos tomando todos os cuidados para mantê-lo vivo, pois é um animal em extinção. Aqui em Bauru já temos um tamanduá macho e, como são animais de hábitos solitários, talvez ele seja encaminhado para outro zoo quando tiver condições. Mas nossa maior preocupação é preservar essa espécie que está ameaçada de extinção. Para que, depois, ele possa ir para colônias, onde necessitem de um macho e consiga se reproduzir”, frisou.
Sobre a espécie
No Brasil, o tamanduá - bandeira encontra-se em perigo de extinção, cujas fêmeas têm um único filhote por ano, muito pequeno e frágil, que é carregado nas costas da mãe até cerca de um ano de idade, tornando-se, assim, muito vulnerável aos predadores. Além disso, a fêmea não tem um instinto materno muito apurado e, algumas vezes, abandona sua cria logo nos primeiros dias de vida. Outro grande problema que pode afetá-los é a destruição do seu habitat.