Atual crise hídrica tem obrigado todos os cidadãos economizarem ao máximo o uso de água, mas muitas pessoas, empresas públicas e privadas insistem em desperdiçar, visto a inexistência de fiscalização e punição. Incompreensível a ANA - Agência Nacional de Águas e o ministério das Minas e Energia ignorarem o fato de empresas estatais encarregadas da distribuição da água e usinas hidrelétricas estarem desobrigadas de investirem parte dos gigantescos lucros na recuperação de matas ciliares e reservas florestais.
Bem como as concessionárias do serviço público de abastecimento de água deveriam ser obrigadas por lei a preservar nascentes e florestas proporcional a quantia de água que retiram da natureza, pois até o momento somente exploraram sem compensação ambiental e cobram caro do consumidor pelo fornecimento da água. Infelizmente, ainda é comum encontrar pessoas lavando seus carros ou calçadas em flagrante desperdício de água, portanto, será necessário proibir o uso de água tratada para esses fins e até limitar a quantia mensal por pessoa.
Ressalto a perfuração indiscriminada e sem autorização de poços artesianos que resultará no esgotamento dos lençóis freáticos e posteriormente impossibilitará a captação de água até para a sobrevivência de pessoas e animais. Cabe aos governos utilizarem o CAR - Cadastro Ambiental Rural - para obrigar o proprietário rural a reflorestar as matas ciliares e nascentes de água, pois a maioria plantou pastagens ou outras culturas nesses locais.
Historicamente, o brasileiro já provou ser o povo do jeitinho e da última hora, entretanto, a questão hídrica ultrapassa interesses mesquinhos e dela depende a sobrevivência da raça humana.