08 de julho de 2026
Articulistas

Tudo é mudança

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 2 min

O mundo muda. Simples assim. Até dá um “branco” diante das mudanças do mundo porque não temos respostas específicas para todas. Não passamos antes por aquele específico desafio que se apresenta sem avisar, daí o assombro. (Re)olhar para a história ajuda, já que tudo é cíclico. Mas retrovisores não são oráculos. É preciso achar a saída inédita para o novo que nos confronta – e sempre confrontará.

É bom ter contexto, ler sobre alternativas já testadas, conversar com gente experiente. Mas é você o maestro do próprio futuro. Regente do presente. O mundo sempre muda e não podemos ser, assim, estáticos.

Observe ao redor: o Brasil no futebol agora é força secundária: mudou, portanto; os picos de calor são inexplicáveis: mudam até nosso humor; a intolerância está asfixiando ares democráticos; Mônica Iozzi é a grande estrela da TV! As mudanças do mundo são complexas e, por isso, deixam pessoas perplexas. Até porque nem sempre se muda para melhor. E, às vezes, muda-se para ficar igual. Que nó.

Retrocedendo ou avançando, é mudança. E nunca para. Pense você em sua família: difícil acompanhar as mudanças das novíssimas gerações de filhos em casa. Você no trabalho: talvez tenha gente se adaptando melhor às mudanças e pode ganhar espaço no seu lugar. Fique atento aos sinais. Pense em mudar: a reflexão sobre isso, por si só, já é uma boa mudança mental. Para virar atitude, um pulinho – que muda tudo.

Não seja avesso às alterações de rota. O mundo muda a rota o tempo todo – e ainda colocamos a culpa no destino. Agarramo-nos à rotina como se o “não mudar” de todos os dias fosse uma árvore num tsunami. Tábua de salvação. Já pensou em mudar de casa em 2016? É sempre uma mudança a se considerar, tirando o trabalhão que a mudança em si dá.

Vou ficando por aqui. Senão já vão achar que o texto não serve para domingo, vão querer mudar de dia... Além do mais, acabou o espaço: chega a hora de mudar de página. Mas, por favor, por mais que tudo mude, e pensando no 12 de outubro, não mude a criança dentro de você. Essa, sim, e sem saber, pode mudar o mundo, qualquer mundo. Simples assim.

O autor é editor executivo do JC