| Alex Mita |
| Estaca instalada nessa quarta-feira (14) tem 9 metros de comprimento e 33 centímetros de diâmetro |
Foi satisfatório o primeiro teste para a cravação de estacas alvo de questionamentos na construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). A primeira – das cerca de 500 previstas – foi instalada na tarde dessa quarta-feira (14) pela COM Engenharia, responsável pela obra, sob o olhar do secretário de Obras Sidnei Rodrigues. Havia o temor de que a estaca quebrasse durante o ato.
Como já noticiado pelo Jornal da Cidade, a empresa que executa os serviços havia pedido R$ 4 milhões em aditivos, alegando a necessidade de estacas com dimensões diversas das previstas pelo projeto executivo. Laudo elaborado pelo consórcio SGS-Enger e JHE, contratado pelo DAE para fiscalizar e gerenciar as obras, apontou que, deste montante, a liberação de R$ 2 milhões a mais seria pertinente.
Contudo, o processo foi analisado pela empresa projetista, a multinacional Etep/Arcadis Logos, que refutou a existência de falhas e/ou omissões em seu estudo – que custou R$ 1,9 milhão aos cofres públicos, garantindo que as estacas previstas inicialmente poderiam ser cravadas.
A Prefeitura de Bauru acatou o último parecer e determinou a instalação, iniciada nessa quarta (14). Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues declarou que, caso problemas ocorressem no desenrolar das obras, o pedido de aditivo – reforçado posteriormente pela COM Engenharia – seria revisto e o município acionaria os responsáveis pelo projeto executivo.
MELHOR
A estaca cravada nessa quarta, de acordo com o projeto, deveria penetrar no solo em, no máximo, 9 metros de profundidade. Na prática, no entanto, foram 8 metros.
“Isso é muito bom. Significa que o solo está firme. A instalação foi muito bem sucedida. A construtora estava calculando que seriam necessários 15 metros. Por isso, alegavam que a estaca projetada [com 9 metros de comprimento e 33 centímetros de diâmetro] não seria suficiente”, explica Sidnei Rodrigues.
Ele ressalta, porém, que este foi só o primeiro teste e a expectativa é de que hoje mais cinco estacas sejam cravadas na obra. Dentre elas, a considerada de maior risco. “É a mais frágil porque tem diâmetro de apenas 26 centímetros”.
| Alex Mita |
| O secretário de Obras, Sidnei Rodrigues (camisa listrada), acompanhou os testes feitos nessa quarta (14) |
CARGA
Já na próxima semana, uma empresa especializada medirá a capacidade de carga das estacas instaladas. O secretário afirma que os resultados aferidos por um aparelho digital poderão afastar, de uma vez por todas, qualquer tipo de dúvida acerca do projeto da estação.
“A medição mecânica feita na estaca cravada hoje (quarta-14) já foi muito positiva. Ela deveria suportar 60 toneladas, mas estava aguentando 100”, comemora Sidnei Rodrigues.
Aditivos
A COM Engenharia havia solicitado, inicialmente, R$ 11,5 milhões a mais do que o valor de R$ 130 milhões previsto no contrato para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). A maior parte do pedido foi negada, restando, agora, apenas R$ 2,8 milhões que ainda dependem de análise da Secretaria de Obras, do DAE e da Caixa Econômica Federal (CEF).
Esse montante, ainda em aberto, é referente a serviços complementares, em tese impossíveis de serem previstos pelo projeto executivo da ETE. A maior parte desse valor diz respeito à movimentação, substituição e ao nivelamento de solo (terraplanagem).
Técnicos dos órgão envolvidos definirão quanto desses R$ 2,8 milhões deverá ser pago a mais pelo Fundo de Tratamento de Esgoto (ETE) e quanto deverá ser absorvido pela COM Engenharia, já que a obra foi contratada pela modalidade de empreitada global.