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| Thais Alencar, do Rotaract Clube, participa do projeto de “contação de histórias” para as crianças |
Quando se fala em ações sociais, ajuda para os menos favorecidos, logo se pensa em instituições onde os líderes são pessoas mais velhas, já bem postas na vida e que, na maturidade ou mesmo terceira idade, podem doar tempo e esforço físico, quando não dinheiro mesmo, para que os necessitados possam ser atendidos.
Quando se fala em adolescente, jovem, se pensa em um universo de baladas, estudo e, às vezes, por necessidade familiar, trabalho. Isso sem falar em Internet e namoricos. Poucos vão associar jovens, gente de menos de 30 anos, às ações sociais.
Mas a imagem é puro estereótipo. Não é nada disso. Ao contrário do que se imagina, um sem número de adolescentes e jovens estão engajados na causa social.
E é impossível falar, em um único caderno de jornal, de todas as ações solidárias que envolvem os jovens. E menos ainda nos tipos de trabalhos realizados. Pode ser jovem com jovem, jovem com adulto, com idosos, com morador de rua, com animais...
Todos eles têm em comum o mote “nunca sentir indiferença com a dor dos outros, seja ser humano ou animal”. “A empatia que surge do coração nos leva à conexão com o próximo, a não ficar indiferente. De tal forma que tenho que procurar uma maneira de ajudar, não consigo ficar parada” diz Marianna Alves de Oliveira, 17 anos, do Jardim Bela Vista, que estava no último domingo no Festança – Festa do Dia das Crianças realizada no Vitória Régia, engajada na luta para conseguir dinheiro para castração de cães de rua.
‘Fazer o bem sem olhar a quem’
A solidariedade pode ser exercitada de forma individual ou de forma coletiva – quando os resultados são maiores e sentidos de forma mais rápida. MAs tanto faz. O que interessa é uma ajuda altruísta, generosa e desinteressada que surge do coração, da intenção de cada pessoa, bem ao estilo “fazer o bem sem olhar a quem” ou ainda “fazer o bem sem esperar nada em troca”.
Conta uma história sufi (de sufismo, uma prática oriental de conexão entre o humano e o divino), que um monge, todas as manhãs, caminhava na beira da praia pegando conchas trazidas pelas ondas do mar e devolvendo-as ao fundo. Um de seus discípulos achou que ele não era o sábio, inteligente, como todos diziam. Afinal, enquanto iria pegar uma única concha, as ondas traziam centenas de outras, cujos moluscos jaziam ali ao sol escaldante e não teriam sobrevida.
Indignado com tal atitude, o discípulo falou ao mestre: “Senhor, não vês que está trabalhando à toa? Por que pegar uma única quando milhares irão morrer? Que diferença faz?”. O mestre, indiferente à pergunta, pegou mais uma levou-a ao fundo de tal forma que a correnteza não a trouxesse de volta e, após retornar à praia, então respondeu ao discípulo: “Sei disso, mas para essa eu fiz a diferença”.
| Aceituno Jr. |
| Lilian Figueiredo: dá para equilibrar as necessidades da juventude com o voluntariado |
Dia Nacional da Juventude Católica
Um encontro hoje, a partir das 8h30 da manhã, vai reunir os jovens católicos de todas as paróquias da cidade; eles vão discutir evangelização
Instituído pelo catolicismo, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o dia de hoje marca, para os cristãos ligados à Igreja Católica Apostólica Romana, o Dia Nacional da Juventude, conhecido pela sigla DNJ – 2015. Em Bauru, um encontro a partir das 8h30 vai reunir os jovens católicos de todas as paróquias da cidade na Universidade do Sagrado Coração (USC).
O dia de hoje é especial porque fala de evangelização, da necessidade de levar a palavra de Cristo para todas as pessoas.
Por isso, a data de hoje é diferenciada do Dia Internacional da Juventude. Celebrado no dia 12 de agosto, o Dia Internacional da Juventude foi instituído pela Assembleia Geral da ONU, em 1999, como resultado da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Lisboa.
No Brasil, a data entrou para o calendário oficial através do Decreto 10.515, do ano de 2002. A comemoração do Dia Internacional dá mais visibilidade aos problemas enfrentados pela juventude, tais como a educação de baixa qualidade, más condições de vida e desrespeito aos direitos do cidadão. Além disso, o Dia Internacional da Juventude visa instigar o comprometimento de toda a sociedade com a causa. A temática acerca dos direitos da juventude e da violência contra os jovens também foi tema da data.
Com o DNJ deste ano, o Setor Juventude da Igreja Católica espera implementar um novo trabalho de evangelização dos jovens na Diocese, de forma a promover a unidade entre as ações de todos e divulgar os principais pontos da campanha pedidos pelo líder máximo da Igreja, o papa Francisco (ver boxe).
Olhar para fora e ter harmonia
“Mas hoje é diferente. O dia não é de o jovem olhar para si mesmo, para seus problemas, e sim de refletir sobre a Evangelização, sobre a necessidade de levar a palavra de Cristo, que sempre pediu para que olhássemos para todos os desafortunados”, diz Lilian Figueiredo, jornalista e publicitária, 24 anos, uma das líderes das pastorais de jovens da tradicional Catedral do Divino Espírito Santo, em Bauru.
A temática do Encontro – DNJ 2015 – é “Juventude Construindo uma Nova Sociedade” (veja boxe). A própria Lilian é uma voluntária. Ela diz que dá para equilibrar a necessidade própria de todo jovem “de olhar para o próprio umbigo, se realizar, ter uma boa autoestima, quanto olhar para fora, ver a necessidade alheia, tudo é uma questão de equilíbrio”. E de se equilibrar ela entende. Afinal, para dançar é preciso equilíbrio. Tendo concluído o curso de dança da professora Priscila Lopes, no Espaço Arte, ela tem um sonho: “no futuro, dar aulas de dança, montar um grupo que ajude crianças e jovens carentes a fazerem balé, serem bailarinas”. Isso é sonho, mas no momento ela participa de todos os tipos de ações sociais necessárias para a comunidade. “É bem o que diz o cristão: vou para o lado que Deus quiser, onde houver o chamado”.
Por isso, ela e os demais jovens da Catedral não têm uma ação específica: fazem caridade de acordo com o que chega na porta da Igreja. “Quem bate sempre é atendido. O padre Marcos (Marcos Pavan, responsável pela Catedral) vai nos informando das necessidades e um avisa o outro. Quando vemos, a ação social está concretizada”. Claro que para isso conta com a ajuda não apenas dos jovens voluntários, mas também de toda a comunidade. “Quando menos esperávamos, já estávamos engajados na campanha ‘Aquece Coração’, de alimentos e agasalhos para os pobres”, conta lembrando do último inverno.
“Nós só temos a agradecer e sabemos que Deus provê, Deus proverá”, finaliza citando um famoso versículo bíblico. E se sente muito muito agradecida por poder participar e liderar boa parte das ações. E não é para menos: o voluntário coloca suas habilidades, seu talento e, principalmente, sua boa vontade em favor do ser humano sem pedir retribuição. “Quem recebe seu carinho, muitas vezes, acaba também incorporando seu exemplo, multiplicando sua ação de amor ao semelhante, e assim sucessivamente, em sublime corrente em favor da humanidade.”
E para finalizar, Lilian Figueiredo avisa a todos os jovens que voluntariado é mais do que a própria realização pessoal, deve fazer parte do currículo profissional de cada pessoa. “Se o jovem souber que diferença isso faz na vida, o que acrescenta cada experiência de doação, veria o quanto esse quesito é importante. Prepara a gente até para o mercado de trabalho, para uma entrevista de emprego”.
Temática social
Para o encontro de hoje, o DNJ – 2015, a CNBB propôs três encontros anteriores de preparação, com três temáticas distintas:
1. “Construindo uma nova sociedade” tem como objetivo incentivar a reflexão sobre os desafios da construção de uma nova sociedade, na qual o jovem – à Luz do Evangelho – assume seu protagonismo neste caminho de serviço à vida, à justiça e à paz.
2. “Juventude e vida” busca favorecer aos jovens uma reflexão sobre a dignidade da vida e sua entrega pela causa do Reino.
3. “Juventude e Política” procura refletir e dialogar sobre nosso papel como jovens profetas, iluminados pela Palavra de Deus, nos diferentes espaços de decisões políticas e relações de poder, a fim de pautar a construção de uma nova sociedade.
Para a reflexão dos temas, houve uma elaboração de cartilha com indicação de textos bíblicos, pauta para debates, músicas e filmes.
Projeto Alegria
| Quioshi Goto |
| Projeto Alegria- grupo de amigos levam alegria a hospitais e resgatam o sorriso dos doentes |
No Projeto Alegria, fundado pela psicóloga Maria Claudina Cury, a ordem é sorrir e fazer sorrir. Iniciado em 1999 no Hospital de Base de Bauru, foi transferido para o Hospital Estadual Dr. Arnaldo Prado Curvello, de Jaú, mas já está também de volta a Bauru, atuando tanto no Hospital de Base quanto no Hospital Estadual. Uma sociedade civil sem fins lucrativos ou cunho político e/ou religioso, dedica-se a levar esperança e distribuir sorrisos para internos dos dois hospitais de Bauru, conforme informa o próprio site da entidade.
Inspirado nos jovens com rostos pintados, nariz de palhaço e cabelos coloridos que compõem os “Doutores da Alegria”, na Capital paulista, também remetem à história do médico norte-americano “Patch Adams”. Cada dia da semana, uma equipe de jovens (“dos 13 aos 50 anos”, brinca uma participante) percorre um dos setores do hospital.
Os próprios grupos de voluntários dão nomes sugestivos às ações. Assim, não é difícil se deparar com os “domingueiros comilões”, os integrantes do “sábado melody”, os membros da “quarta-feira poderosa”. Os doentes agradecem tanto otimismo e, claro, melhoram mais rápido.
As fotos são de arquivo do JC e, portanto, muitos voluntários já mudaram, mas o projeto está sempre aberto para novos integrantes. Para saber mais é só acessar: https://projetoalegriabauru.blogspot.com.br/
Comida a quem tem fome
Além da idade, eles têm em comum a vontade de ajudar quem precisa. Aos 20 anos, quatro jovens - Adham Felipe Marin, Natalia Lemos Lima, Samantha Ciuffae e Vitória Palmejani - trocam as baladas por incursões nas áreas mais carentes da cidade.
Com a ajuda do avô de Adham, José Antônio Marin, mais a estudante Julia Biondi, 16 anos, eles se encarregam de arrecadar alimentos e preparar fartas marmitas (foto ao lado) que vão ser distribuídas a quem está dormindo na rua.
Ainda não têm uma página especial para o projeto, mas a exemplo de outros grupos, usam as redes sociais como Facebook e Instagram para arrecadação. Depois que têm uma quantidade de alimentos suficiente para preparar uma boa refeição, colocam a mão na massa e lá vão em busca de atender os que precisam. Não raras vezes, encontram moradores de rua que adormeceram com fome e só com a “cachaça” no estômago.
Costumam ajudar pessoas do Centro velho da cidade, na Praça Machado de Mello, das imediações do Terminal Rodoviário, próximas aos viadutos, que são onde os moradores de rua costumam pernoitar.
O foco das entregas deles é às quartas e quintas-feiras. Isso porque já há voluntários que fazem esse tipo de trabalho às segundas, terças e sextas. No caso, são atendidas por um centro espírita, um grupo de voluntários católicos e um empresário.
Como se vê, solidariedade não tem credo, idade, cor. Mostra apenas a ajuda altruísta e desinteressada que surge a partir da máxima “dar sem esperar nada em troca”, porque aquele que dá o melhor de si para o outro descobre que já recebe o maior prêmio e a melhor recompensa: “o bem é um tesouro que traz imensa satisfação pessoal tanto a quem dá como a quem recebe”, dizem os integrantes do grupo.
Gatos abandonados: ajuda especial
Alunos da USC elegeram o controle populacional dos felinos da região durante uma aula de Responsabilidade Social e criam o Projeto Ronronar
| Divulgação/ Franciane Faria/Social /Bauru |
| Projeto Ronronar da USC - Diego Martins de Siqueira, Paula Eleutério, Camila Sanchez, Mayara Justo, Natália Caride e Tamara Teodoro (com o gato no colo) elegeram os felinos para trabalho da disciplina Responsabilidade Social |
O tema solidariedade é tão importante e está tão inserido na vida das pessoas hoje em dia, que acabou virando uma disciplina – “Responsabilidade Social”, ensinada em universidades. Uma disciplina que discute e ensina, entre outros temas, ética. Fala de agenda ambientar, simbolizadas em termos como responsabilidade socioambiental e desenvolvimento sustentável e o impacto disso nas pessoas, até mesmo diretamente na saúde.
Foi assim que alunos da Universidade do Sagrado coração (USC) decidiram focar no controle populacional dos gatos que vivem nas dependências e bairros próximos da universidade. “Vimos que havia muitos abandonados”, lembram as alunas Tamara Teodoro e Mayara Justo. Ao lado de Diego Siqueira, Camila Sanchez, Paula Eleutério e Natália Caride, dos cursos de Químca e Engenharia da Computação, foi criado o “Projeto Ronronar – USC”.
Criaram uma página no Facebook e lá foram elas, conseguir ajuda para castrar os animais para prevenção das gestações indesejadas e realizar, posteriormente, uma feira de adoção.
Pedido de ajuda
“São muitos gatos que estão soltos aqui na universidade e que sempre dão cria, aumentando este número. Não sabemos exatamente quantos são, mas sabemos que a maioria é fêmea”, explica Tamara.
Ela também explica a sistemática da campanha: com a ajuda do facebook, estamos indo atrás de empresas para patrocínio com doações como ração para gatos tanto adulto quanto filhote, areia de gato, caixa de transporte, vermífugo, enfim o que cada pessoas puder doar. Só não aceitamos dinheiro”.
Lares temporários
“Esses animais não podem voltar para a universidade assim que forem castrados e por isso, precisam ficar em algum lar temporário por dez dias. Inclusive, durante este período, vamos nos responsabilizar pela alimentação e os medicamentos necessários. Depois, os gatinhos vão voltar para a universidade para uma feira de adoção que irá acontecer na própria USC. Por isso, a ajuda da população é fundamental”, conta Tamara.
“O que mais tem nos atrasado neste projeto é a falta de lares temporários, pois dependemos da população para os lares temporários, que funcionam, para os animais em tratamento, como um local de pós-operatório. Dura em torno de dez dias para as fêmeas e quatro dias para os machos. Claro que iremos dar assistência para a pessoa que ceder o lar por este período”, diz a voluntária.
“Os interessados poderão conferir também as fotos dos gatos que estarão disponíveis para doação em um site, que estará no ar em breve. Até o momento, nós não recebemos muito apoio e, por isso, pedimos a colaboração de toda a população”, lembra Mayara Justo, dizendo que, por se tratar de uma disciplina escolar, há um prazo para apresentar o projeto final no dia 20 de novembro. “Por isso, pedimos muito a ajuda de todos o quanto antes!”. Fica aí o apelo.
Para ver as fotos de gatinhos que estão na fila de espera de serem operados, basta acessar a página do projeto: https://www.facebook.com/ProjetoRonronarUSCBauru
Projeto Rotaract: em busca de voluntários
Eles eram 12. Em uma campanha realizada o ano passado, já chegaram a 16 e agora querem suplantar esse número de associados novamente.
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| Ação social com distribuição de brindes do Dia das Crianças feita por Thais Alencar do Rotaract, e Valeska Tamachunas e Viviane Baptista da escola Blink English; veja mais um foto logo abaixo |
Existem entidades sociais que trabalham para o bem comum. Essas entidades precisam do apoio de voluntários envolvidos em uma causa. Há muitas formas diferentes de solidariedade. Por exemplo, você pode dar suporte a uma entidade de assistência social com um valor econômico. Mas também é possível ser solidário trabalhando como voluntário em uma organização. Neste caso, o voluntário dedica uma parte do seu tempo pessoal para a realização de um trabalho.
É o que acontece com o Rotaract Bauru Norte, onde 16 “jovens que fazem o bem” estão engajados em diversas formas de ajudar os bauruenses. Um exemplo é o recente engajamento na campanha de lenços femininos para quem perde cabelo com a quimioterapia. A ideia é restituir a autoestima das mulheres portadoras de câncer.
Ideias como essa, que incluem também contação de histórias infantis, pedágios para arrecadação encontram respaldo na ação dos jovens do Rotaract. “Temos que ajudar, a gente nunca se sente bem diante da indiferença alheia com a dor dos outros”, lembra Tathiana Vendramini de Lima, presidente do grupo do Rotaract Bauru Norte.
Valor importante
“Nosso grupo está sempre engajado com a solidariedade e procurando cidadãos comprometidos com servir”, lembra Tathiana, para quem a solidariedade é um valor muito importante para que sociedade se sinta verdadeiramente desenvolvida. “Toda sociedade desenvolvida trabalha de forma constante para defender os direitos dos grupos mais vulneráveis, fazendo frente às injustiças sociais”. Por isso ela faz um apelo para que mais voluntários façam parte da equipe.
Serviço
Quem quiser ser voluntário e conhecer o trabalho do Rotaract Norte Bauru pode contatar a organização pelo email: contato@rtcbaurunorte.com.br, ou pelo site https://www.rtcbaurunorte.com.br ou, ainda, pelo Facebook: https://rotaractclubbaurunorte