À disposição dos clientes a mais variada e farta cozinha de Bauru, o Duk’s que fica na Duque de Caxias é o único, o raro que tem o famoso Self-Sérvio e o melhor, desculpe-me, City Bar Campinas, bolinho de bacalhau do mundo! A simpatia das famílias Louzada e Gonçalves acolhe a todos com os melhores acepipes do universo na batuta de Darcy e seus pupilos! Descendo os degraus das escadas do Duk’s, um senhor simpático e atento cumprimenta a todos, leva em suas mãos marmitas, que nunca foram e nem serão boias-frias, mas sim joias quentes! O nome dele é Geraldo, sim Geraldo de Geral, ele não é indivíduo, ele é de todos e com todos, ele é geral, ele é Geraldo, mas se tornou Pico, criatura sobrecomum que sempre é comum de dois, Pico fala com todos, abraça os desconhecidos, recebe os clientes que se tornam entes com teor de parentes, Pico gosta de ser, Pico gosta de seres!
A cena agora é um domingo, dia que precede a segunda, mas que no antigo restaurante da extinta Luso Altos da Cidade parece ser um dia de primeira! No balcão, Sérvio, Jânio, Darcy, Henry, sobrinhos, funcionários oferecem o, atualmente entre humanos tão raro, sorriso, parceiros, atletas, empresários, curiosos, crianças, todos estão felizes, o almoço é só pretexto dentro de um contexto, a felicidade é rubro-verde, a paz é lusitana, entre Ronaldo, Felipão Pessoa, Saramago e Camões, Portugal é aqui, as aves gorjeiam e os quitutes permeiam aqui como lá! Entre todos, Pico recebe os convivas dominicais, abraça, laça, engraça, fala do Noroeste, de futebol, pede música, oferece a música de acordes lordes de Raphael, Isaac, Luana, Denises, Pico sabe ser, Pico ama seres!
O velho Duk’s, o diferenciado Restaurante da Luso, metamorfoseou-se em Botequim Luso-Brasileiro, agora fica na Nossa Senhora de Fátima, mais Luso impossível, amém! As filas para as mesas aos sábados são concorridas, no entanto, Pico está lá, pergunta aos clientes amigos o número de pessoas e vai ajeitando todo o mundo, seja em frente ao som, à margem da artéria, Pico tem prazer em trabalhar, é emocionante seu acolher, Geraldo se fez Pico mesmo, porque na hora em que a fome atinge seu Pico, ela encontra “Seu” Pico! Segundo o músico Raphael e os clientes convidados e felizes do Botequim Luso-Brasileiro, Pico fazia aniversário todo sábado, creio que seja somente para receber parabéns!
Porque Pico merece eternos parabéns por existir, por ser um ser que sabia ser! Há duas semanas, Pico foi embora, as mesas hoje estão cheias ainda, mas há um vazio, na hora do pico, não se tem o Pico, ele foi entregar um ágape a Deus, feito com carinho por Darcy, Deus viu quem era Pico e o convidou para ficar! “Naquela mesa está faltando ele, e a saudade dele dói demais em mim!”. Até qualquer dia, Pico!
Prof. Sinuhe Daniel Preto