09 de julho de 2026
Geral

Rottweiler fere aposentado e mata cão

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo Pessoal
Na fotografia, os schnauzers Tor (morto) à frente e Pel, dias antes

do ataque

Um cão foi morto e um aposentado de 69 anos ficou ferido após sofrerem um ataque de um rottweiler no Jardim América, em Bauru. O caso aconteceu na noite de anteontem enquanto Antônio Bochichi passeava com seus dois schnauzers, Tor e Pel, de 3 anos, na calçada da quadra 3 da rua Aviador Edu Chaves.

No boletim de ocorrência (BO), consta que o rottweiler teria escapado da casa de um vizinho e corrido em direção aos dois cães. 

A vítima tentou apartar a briga, contudo, sem sucesso. O pequeno Tor acabou mordido no pescoço e foi arrastado por alguns metros. 

“Conseguiram fazê-lo soltar, mas já era tarde. Ele teve hemorragia e acabou morrendo algumas horas depois na clínica veterinária”, conta Célia Bochichi, esposa da vítima. “Esse cachorro já tinha atacado meus cães outras vezes. Não é culpa dele, é culpa do dono que devia deixá-lo preso. Ele vive perambulando pela rua à noite. Estamos revoltados”, completa a moradora.

Escoriações
As mordidas deixaram escoriações no braço  de Antônio, que passou por consulta médica ontem. O outro schnauzer também teve escoriações.

A reportagem tentou contato com o proprietário do rottweiller no telefone informado no BO, mas, até o fechamento desta edição, ele não atendeu ou retornou as ligações. O caso foi registrado na Polícia Civil como omissão de cautela na guarda de animais.

Lei da focinheira
A Lei 4430/99, conhecida como “Lei da Focinheira”, diz que cães ferozes não podem transitar em vias públicas, exceto se presos em corrente conduzidos por seus donos e com focinheira colocada na boca.

A transgressão desta lei importa na apreensão do animal pela fiscalização municipal e sua liberação, no canil do município, custará a importância de R$ 1.000,00. É cobrado o dobro em caso de reincidência.

A lei, no entanto, existe apenas no papel. Ela não foi regulamentada e não define um setor específico para essa fiscalização que, por sua vez, não é realizada de forma preventiva. 

Ou seja, cabe à vítima o papel de denunciar o caso ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Serviço

O CCZ recebe denúncias pelo telefone (14) 3103-8050, das 8h às 16h.