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| Atingido por disparo na perna, Paulo Henrique de Souza Brito foi socorrido, mas morreu no PS do HC |
Um jovem de 21 anos morreu na última terça-feira (20) à noite, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), após ser baleado na perna, na altura da virilha, por policial militar que abordava grupo de pessoas em local conhecido como ponto de venda de drogas. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu no Hospital das Clínicas (HC) da cidade.
De acordo com boletim de ocorrência, por volta das 19h40, a PM abordou quatro pessoas que estavam em frente a um imóvel na rua Paleóloge Guimarães, na Vila Ferroviária. Durante a revista, Paulo Henrique de Souza Brito, 21 anos, teria chegado ao local e, segundo a polícia, passado a ofender a equipe.
Um dos policiais alegou no plantão policial que o jovem o agrediu com soco e tentou pegar a sua arma, derrubando-o no chão. Durante a confusão, um disparo foi efetuado. A vítima foi atingida na perna, na altura da virilha, e socorrida pela viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O jovem foi conduzido ao Pronto-Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC), mas, como perdeu muito sangue, não resistiu e morreu após dar entrada na unidade. A arma do policial foi apreendida para a realização de perícia e o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial.
A reportagem procurou o comando da PM de Botucatu para ouvir a versão da corporação e foi orientada a encaminhar e-mail com as perguntas para a assessoria de imprensa da PM na Capital. Apesar das cobranças de resposta, o órgão informou que a solicitação estava sob análise e não deu retorno até o final dessa quarta-feira (21).
Casos recentes
Em janeiro deste ano, pai e filho, de 36 e 16 anos, morreram após resistirem a abordagem e, na sequência, entrarem em confronto com a PM na Vila Santista, em Bauru. Com eles, foram apreendidas duas armas, de calibres 38 e 357.
Em fevereiro, três homens que tentavam assaltar residência no Jardim Ubirama, em Lençóis Paulista, foram mortos após trocar tiros com a PM. Na ocasião, um deles chegou a apontar arma para a boca de uma criança de nove anos.
No último sábado (17), três homens suspeitos de planejar a explosão de caixas eletrônicos de um hospital em Bauru também morreram após trocar tiros com a PM no Vale do Igapó. Outros seis integrantes da quadrilha acabaram presos.
Segundo a Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo, em 2014, foram registradas seis mortes decorrentes de intervenção policial na área do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 4 (Deinter-4), contra quatro em 2013.