11 de julho de 2026
Bairros

Em família, tudo é motivo de festa

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita
Os encontros, motivos de muita festa, são tradição entre os parentes, como mostra os Alves Seabra, que se reuniram em Bauru neste mês: o mais velho Manuel e o caçula Theo. Confira outros momentos de confraternização

“Família, família, papai, mamãe, titia. Família, família, almoça junto todo dia, nunca perde essa mania...” Provavelmente, você que está lendo esta matéria está com sua família ou irá se reunir com ela em breve. O trechinho da música “Família” (Titãs) mostra apenas um pedacinho da rotina da reunião familiar, tema do JC nos Bairros de hoje, já que o domingo é o “dia internacional” da reunião de família.

É cada vez mais comum grandes famílias se reunirem para celebrar os mais diversos temas do cotidiano. “Acredito que nos dias de hoje há uma conscientização de boa parte da população que está entendendo (entre aspas) que irá envelhecer e quer manter vivas as suas origens, tendo o que chamo de poder sinérgico entre as famílias, através de reuniões. Tal necessidade de união aumenta em dias festivos, como o Natal e o Ano Novo”, analisa o psicólogo Cláudio Salviano.

Na Vila Santa Luzia, uma família é bastante conhecida pela união e pelas festas. É a “família Fumaça”. Um dos integrantes, o funcionário público municipal Ari Guerreiro, irmão do também conhecido João Batista, o João Fumaça, comenta que, só em Bauru, a família tem ao menos 60 pessoas. E todos se juntam para celebrar datas comemorativas.

“No Natal e no Ano Novo, esse número chega a dobrar com a visita dos parentes de outras cidades. O pessoal de São Paulo aluga até van. E aí é só festa. Os parentes se espalham por nossas casas. Dorme um pouco em cada lugar. Emprestamos colchões... Para falar a verdade, nem dormimos. Passamos o tempo todo tomando cerveja e batendo papo”, diverte-se.

Segundo Ari, tudo começou com seu bisavô, que não abria mão de reunir a família. Hoje, ele e os irmãos continuam com a tradição passada de pais para filhos. “Fumaça é o mais velho, hoje. Já o mais novo da família é meu neto Benjamin, que nasceu no último dia 19. Juntamos nossos filhos, netos, a parentada toda, porque acreditamos ser essencial confraternizar com a família”.

Arraiá
Há pelo menos uma década, a quadra 3 da rua Bauru, no bairro Santa Luzia, vira festa para celebrar a amizade da família Fumaça com seus vizinhos em uma animada festa julina. João Fumaça é o patriarca da família festeira e contou ao JC como tudo teve início...

“Minha família tem três casas na mesma quadra. Há uns dez anos, um sobrinho meu, o Fumacinha, comprou uns doces típicos de festa junina, parou o carro na rua e colocou um som. Pronto, a família se reuniu e a vizinhança foi chegando. Estava formada nossa primeira festa julina”, recorda. Com o passar dos anos, a festa foi se organizando e a comemoração crescendo. A família chega a reunir 300 pessoas todos os anos.