O Brasil atual necessita com urgência passar por um processo de assepsia política. A higienização que se passa pela Presidência da Câmara dos Deputados é inadiável. Eduardo Cunha, cujo currículo de delinquência Republicana escandaliza a própria imoralidade, o cinismo e a hipocrisia pátria, bastiões de sua sustentabilidade, desmorona como castelos de areia em dias de brisas a cada revelação dos seus atos subterrâneos.
Rei do baixo clero e da mediocridade parlamentar, Cunha é um dos responsáveis pelo agravamento da crise política e econômica do País. Sua ascensão está diretamente correlacionada a mais perversa prática do escárnio político, onde se utiliza dos meios mais sórdidos para se manter na Presidência da Câmara dos Deputados, sendo apoiado por uma oposição com todo DNA da velha e golpista UDN, assim como por setores da mídia que conspiram contra os interesses pátrios.
Síntese do retrocesso faz da Presidência da Câmara instrumento de chantagem e de demagogia, não se importando com pautas que oneram e desequilibram as contas do País, numa clara e inconteste afronta à razoabilidade. Ferindo o decoro, mente sobre suas finanças, que hoje todos sabem estão em contas na Suíça, recheadas de propina, fruto de corrupção e acharques por ele praticado na sua trajetória política.
Conspira com setores de sua mesma estatura moral para rasgar a Constituição e agredir o Estado Democrático de Direito numa tentativa vexatória de ameaçar e acuar o governo. Esse é o Presidente da Câmara dos Deputados, que construiu uma base de apoio com dinheiro sujo do esgoto político, abastecido por interesses espúrios daqueles que enxergam e tratam a coisa pública como uma extensão de seus negócios.
Vergonhosamente, sua passagem como presidente da Telerj, onde foi acusado de superfaturamento em licitações e contratações sem concurso público e foi participe do esquema PC Farias da Era Collor como chefe financeiro. Já no Governo Garotinho, como presidente da Companhia Estadual de Habitação, se envolveu mais uma vez com licitações direcionadas, e viu a Receita Federal detectar movimentações financeiras incompatíveis com suas rendas. Sempre apto aos esquemas, Cunha se especializou nos bastidores da política.
Foi ponte de empresas para doações fi nanceiras aos deputados onde edificou uma bancada “Cunhista”, razão pela qual é defensor dos malditos financiamento de empresas privadas para campanhas eleitorais, uma das mazelas que prostituem nossa política.
Este é o paladino da moralidade, o comandante da faxina do Brasil que a mídia e setores da oposição golpista contam para romperem a ordem democrática.
É preciso sim um processo de depuração em nossa política a começar por Eduardo Cunha, que não tem condições morais para ser presidente da Câmara dos Deputados, onde há sim provas incontestes de seus mal feitos, e de sua vida de escândalos e de farra com o dinheiro público.