| Fotos: Malavolta Jr. |
| AGRADECIMENTO - Emilio Brumati (1º esq.) e Rafael Padilha (1º dir.) agradeceram o auxílio da torcida noroestina que compareceu em peso |
O torcedor bauruense fez sua parte, ontem, no Alfredo de Castilho. Além de empurrar o time e ter sido decisivo rumo a conquista do acesso à Série A3, atendeu o pedido da diretoria noroestina e compareceu em peso, ajudando a pintar de “vermelho” as arquibancadas da casa noroestina. A decisão de adiar as rodadas dos campeonatos amadores também ajudou e o Alfredão recebeu neste domingo, no total, a presença de 7.021 torcedores pagantes, marca que se tornou um motivo para comemoração dupla e encerra a participação do clube na Bezinha com “chave de ouro”. Isso porque foi não só o melhor público do Norusca na Série B, mas o maior até agora em uma partida em toda a competição. De quebra, foi também o segundo melhor público do Norusca na década.
O recorde de público na competição pertencia à Internacional de Bebedouro, que registrou, ontem, pouco mais de 5.800 torcedores no jogo contra o Lemense em que também lutava pelo acesso à Série A3. Mas, com os 7.021 torcedores, ontem, no Alfredão, o Norusca ultrapassou a Inter e se tornou o detentor da melhor marca.
Este total de ontem só foi superado pelo Noroeste x São Paulo, pelo Paulistão de 2011, quando 7.658 torcedores assistiram ao confronto no Alfredão. Porém, o público de Noroeste x Fernandópolis superou o de outros duelos significativos na história do Alvirrubro, como Noroeste x Palmeiras, também pelo Paulistão de 2011, que registrou 5.024 presentes no Alfredo de Castilho, e Noroeste x Audax, em 2012, na final da Copa Paulista, duelo visto por 4.038 torcedores no estádio da Maquininha Vermelha.
| Alfredo de Castilho teve o melhor público da Série B até agora |
Comemoração do acesso teve emoção, choro, faixa e carreata
“Devolvemos o Noroeste para Bauru”. Foi com esta frase estampada em uma faixa que o Alvirrubro agradeceu o apoio de milhares de torcedores que lotaram, ontem de manhã, o Estádio Alfredo de Castilho para empurrar a equipe rumo à Série A3 do Campeonato Paulista.
Após a comemoração no campo, os jogadores, conselheiros e comissão técnica percorreram as principais ruas e avenidas da cidade em um caminhão de som aberto, seguido por dezenas de veículos. A carreata, que teve início no Estádio Alfredo de Castilho, só terminou no restaurante de um posto de combustível às margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300), onde seria serviço um almoço.
Nas redes sociais, a subida da Maquininha foi um dos assuntos mais comentados. A Federação Paulista de Futebol e o Bauru Basket estão entre os que parabenizaram a equipe pelo acesso à Série A3.
Lembranças
O ex-lateral direito Edson Manfio, conhecido como Edinho, que jogou no Noroeste entre os anos de 1983 e 1987, acompanhou ontem o acesso do time de coração para a Série A3 do Paulista e relembrou a época em que ajudou a defender a camisa da equipe. “O Noroeste merece uma divisão melhor pela cidade que tem, pela torcida. Eu me senti um torcedor hoje, falei palavrão, fiquei nervoso, me emocionei e, realmente, o final foi o que o Noroeste merecia”, declara.
O filho dele, Vitor Manfio, 21 anos, que herdou a paixão noroestina do pai, também comemorou o resultado. “Está no sangue desde pequeno”, diz. “O jogo foi emocionante, difícil, complicado, no sufoco, mas o importante foi o acesso”.