| Quioshi Goto |
| No Dia Nacional do Livro, hoje, conheça Léo Jacob, um autêntico fã da leitura |
Em 27 de outubro, o bauruense Léo Jacob completou 9 anos. Ele não faz questão de presente, mas para quem insiste, criou uma lista. Não de brinquedos, mas de livros. Isso não quer dizer que não faça outras coisas comuns da sua idade.
Além da escola, onde é bom aluno do 3º ano, joga futebol e basquete, tem aulas de violino, jiu-jitsu e inglês, adora videogame, assiste séries pela internet, curte montar legos e ainda corre pra lá e pra cá com o cachorro Floquinho.
Quem vê a pilha de livros e a desenvoltura como Léo fala sobre seu hábito de ler se impressiona, só que para ele é algo muito natural.
“Leio todo dia, depois que termino as atividades na escola, lá pelas 3 ou 4 horas da tarde e antes de dormir. Quando estou bem cansado, descanso e depois arrumo um tempinho”, diz o leitor, com a simplicidade típica da infância.
“O que mais gosto é de imaginar os lugares e personagens do livro”.
Hoje, Dia Nacional do Livro, o Jornal da Cidade traz um pouco da história deste bauruense que escapa do estigma de que criança não curte ler e de que livros foram substituídos pelas diversões digitais.
Herança
Regina, a mãe de Léo, perdeu a conta de quantos exemplares o filho tem.
“Quando ele começou a ler muito, pensei que talvez fosse para receber os elogios ou colecionar; mas percebi que não, ele gosta mesmo! Eu fazia umas perguntas para saber se ele tinha lido e entendido, e o Léo falava o enredo direitinho”, destaca.
Ela, que é professora universitária, dá o exemplo e até já lia para o filho quando estava grávida. “Venho de uma família de leitores e gosto de ler. Era uma tradição ir com meu pai à banca e, então, quis manter com meus filhos. Todo domingo a gente vai à livraria. Como ele lê rápido, no meio da semana pede mais e o jeito é dar gibis!”.
Léo ainda não sabe dimensionar o quanto a leitura enriquece seu vocabulário e ainda mais seus conhecimentos, mas sabe que é importante para sua vida.
“Todo mês a professora pede pra gente criar uma história e ler me ajuda na criatividade”, conta o estudante, que lê um livro, em média, a cada dois dias.
E certamente, a leitura ainda estimula a escrita. “Tentei escrever um livro no computador, mas ‘bugou’. Fiz um livrinho à mão, o ‘Diário de Homer’ (o pai do desenho Os Simpsons) e saí vendendo no condomínio!”, lembra rindo.
A lista do jovem leitor
Preferido: “As aventuras do caça-feitiço – O Aprendiz”, de Joseph Delaney. “Gosto mais de livros de terror e mistério”, explica o menino.
Está lendo: “As aventuras do caça-feitiço – O Segredo”.
Séries favoritas: “As aventuras do caça-feitiço”; “Diário de um banana”; “Percy Jackson”; “Como treinar seu dragão”; e “Calvin e Haroldo”.
Para quem está começando: “Se gosta de mistério, leia algum da série ‘As aventuras do caça-feitiço’. Acho melhor sem figura, para criar logo o hábito de ler mesmo!”.
Para quem foge de livro grande: “‘Goosebumps’ e ‘Como treinar seu dragão’ são bons e menores”.
Para quem prefere com figuras: “Diário de um vampiro banana 1 e 2”
Se não gostar do livro: “Eu não gostei muito de Harry Poter e estou lendo aos poucos, ao mesmo tempo das séries que gosto. Aí quando termino e não tenho outro, leio esse”.
Dica: “Leia o livro antes de ver o filme. Às vezes não tem muito a ver e atrapalha o leitor. É ruim porque pessoa pensa que sabe a história, mas não...”.