08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Greve dos bancários

Maurício J. Magnani
| Tempo de leitura: 2 min

Bom... parece que chegamos ao fim de mais uma “greve anual dos bancários”. Digo anual pelo fato de todo ano ser a mesma história. Só não entendo por que os bancários, que tem o apoio de um forte sindicato, ainda não conseguiram instituir uma dissídio para a categoria! Todo ano a mesma ladainha e, a fim de conseguir a simpatia e apoio da população, nas suas reinvindicações incluem pontos que poderiam favorecer o atendimento ao público nas agências bancárias.


O incrível é que todos os anos esses pontos são “esquecidos”. Parece que quando conseguem o que realmente querem (aumento salarial), se esquecem de pontos importantes colocados no início do movimento. Pelo jeito, o “fim das metas abusivas ou demissões” não terá “fim” e a ampliação de contratações no intuito de melhorar o atendimento nas agências bancárias também será mais uma mesma desculpa para a greve do ano que vem. Tenho muitos amigos bancários e, a meu ver, é uma ótima profissão. Tirando as pressões de produção (isso existe em qualquer tipo de emprego), é uma profissão de certa forma “confortável” e muito cobiçada no mercado de trabalho.

        

Sempre fui da opinião de que só podemos não estar contente com alguma coisa quando temos em vista algo melhor! Muitos reclamam sem ter ideia ou noção de como está o mercado de trabalho na atualidade. São iludidos por pessoas ou “instituições” que nem sabem o que é trabalhar, vivem nas sombras e beneficiados pelo trabalho de outros. Dizem lutar pela categoria mas, na verdade, fora o cunho político e a verdade velada de também cobiçarem mais fundos e benefícios, nada ou pouco fazem diretamente pelo trabalhador.


Muitos que perderam seus empregos, ao procurarem essas instituições a fim de conseguir algum tipo de apoio ou orientação, se depararam com a realidade dura e crua de que no final estavam totalmente desamparados. Esse “evento anual” deve acabar, isso não é mais tolerável. Não está contente com seu trabalho, peça a conta e vá procurar um emprego que faça jus às suas ambições e capacidade. No fim de tudo, quem “paga o pato” é sempre a população que, com nariz de palhaço, toma o lugar da plateia e assiste diante do picadeiro a um circo de quinta categoria.