08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Convivendo com a incerteza

Giulia Manjolim
| Tempo de leitura: 1 min

Uma das sensações que mais abalam o ser humano é a incerteza. Elaboramos planos achando que, estando sob controle, tudo sairá exatamente conforme o imaginado. Fatos, relacionamentos, carreira, casamento, negócios, dinheiro, enfim, idealizamos e imaginamos como queremos que aconteça cada passo.


Existem aqueles que, em nome de serem presidentes, já calculam até os possíveis resultados diferentes dos esperados, frente a hipotéticos intercursos no decorrer do processo. E quando o resultado não tem o desfecho imaginado e tão exaustivamente calculado, provoca surpresa, desilusão, inconformismo, revolta e até depressão.


Os fatos, portanto, não se definem pelo que seriam em si, mas sim pela rede de condicionamentos e relacionamentos ligados ao contexto.


Somos seres capacitados para observar, refletir e avaliar cada passo, cada sentimento e cada escolha, visualizando erros e acertos, definindo caminhos novos, conscientes dos possíveis riscos desses caminhos, pois viver é correr riscos, é aventurar-se.


Nada nos acontece se não estivermos prontos para isso. Portanto, a saída é enfrentar nossos medos, por mais assustadores que nos pareçam. Para isso a fé na providência do Universo é fundamental. Ela é nosso maior aliado.


Conviver com a incerteza é a prática verdadeira modéstia e humildade, na real auto-aceitação de nossos limites e fragilidades. É despir-se do extremo pata centrar-se no próprio interno e assim religar-se ao Todo, ao Maior.