Fora do Brasil desde 2013, a atacante Fernanda Garay, um dos principais nomes da seleção brasileira de vôlei, pode ser repatriada pelo Concilig/Bauru. Sem receber parte dos salários em seu time no voleibol russo, onde atua no Dínamo Krasnodar, a ponteira revelou que não vai renovar contrato com a equipe estrangeira e pretende voltar ao Brasil. Pela regra de ranqueamento de atletas determinada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), o Concilig é uma das equipes que tem espaço na pontuação em seu elenco para trazê-la. Garay tem pontuação máxima (sete) no dispositivo e times como o Rio de Janeiro, Osasco e Sesi-SP não podem contratá-la pela regra.
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| Fê Garay é uma das principais atacantes da seleção brasileira e deixou recentemente o voleibol russo |
O JC apurou que o Concilig já fez proposta à ponteira e o entrave para a conclusão da contratação seriam os altos salários de Garay. A vinda da jogadora dependeria de novo aporte financeiro para o projeto bauruense, com a chegada de parceiros que ajudassem a custear os salários da atleta. A equipe não confirma o contato com Garay e, pela assessoria de imprensa, declara que não “comenta negociações, mas seria um prazer contar com um jogadora deste nível.”
Fernanda Garay foi revelada pelo São Caetano, onde atuou entre 2002 e 2004, Passou por Minas e Pinheiros antes de se transferir para o NEC, do voleibol japonês, em 2010. Destacou-se durante sua passagem pela Ásia e foi convocada pelo técnico José Roberto Guimarães para a seleção brasileira e passou a disputar todos os principais campeonatos representando o Brasil, como Olimpíadas, Mundial e Grand Prix.
No Brasil, Garay ainda defendeu o Vôlei Futuro, de Araçatuba, e o Osasco, antes de retornar ao Exterior para jogar no Fenerbahce, da Turquia, onde permaneceu na temporada 2013/2014. Acertou com o Dínamo Krasnodar por duas temporadas, mas o time russo não honrou os compromissos assumidos e a ponteira decidiu voltar ao Brasil. Porém, encontra no ranking da CBV o que considera um entrave.
“O ranking foi feito para nivelar as equipes, mas os critérios têm que ser muito bem estudados. Acho que hoje esses critérios não estão funcionando. O ranking limita minhas possibilidades. Poderia estar jogando em qualquer equipe do Brasil. Se me quisessem, é lógico. Se a equipe tem interesse em me contratar e tenho interesse em jogar, isso seria o suficiente”, reclamou Fê Garay, em declaração à Agência Estado.
Ranking
Parte das jogadoras de vôlei questionam o ranking imposto pela CBV. Ele foi implantado há mais de 20 anos com o objetivo de gerar equilíbrio entre os times participantes da competição, que têm limite na pontuação geral para a formação do elenco. A entidade afirma que o sistema de pontuação contempla a qualidade técnica de cada jogador, sua carreira e desempenho nas últimas temporadas. Os números variam de um a sete pontos. Com o atual ranking, cada equipe tem o direito de formar o grupo com atletas cujo somatório de suas pontuações não seja superior a 43 pontos. Cada equipe pode inscrever no máximo duas jogadoras com pontuação máxima de sete pontos.