PCdoB e PPS promoveram agendas partidárias na manhã de ontem. Nas reuniões das duas siglas, passou pela pauta de debates o descrédito generalizado da população em relação à classe política, em meio ao atual cenário de crises. Há menos de um ano do pleito municipal de 2016, as legendas buscam caminhos para superar a resistência do eleitorado e viabilizar estratégias de campanha eficientes.
O encontro dos comunistas contou com a participação do militante André Bezerra, que integra a executiva estadual e o diretório nacional do partido. Aos filiados, ele traçou considerações conjunturais.
“Temos um programa socialista para o Brasil, mas precisamos saber inserir esses anseios por transformações na política cotidiana. Temos que estar presentes nas grandes causas da cidade”, pontuou.
Bezerra frisou a necessidade dessa reação e aproximação da comunidade com o objetivo, inclusive, de preservar a democracia.
“Se as pessoas deixam de enxergar saídas pelo caminho da política, o fascismo ganha espaço. Houve uma mudança na correlação de forças políticas no País. Se na década anterior, prevaleceram as pautas de esquerda, agora, o povo está indo para as ruas de mãos dadas com a direita”, avaliou.
Pré-candidato a prefeito pelo PCdoB, Clemente Rezende frisou que a sigla tem passado ilesa em meio a tantos escândalos e denúncias de corrupção, lamentou o recente episódio em torno da suposta fita que revelaria o envolvimento de agentes políticos de Bauru em negociação de propinas, e destacou a capacidade e a expertise da presidente do partido, Majô Jandreice, para as mobilizações de rua.
FORMAÇÃO
Já o encontro do PPS, que reuniu cerca de 50 pessoas, focou na formação dos pré-candidatos a vereador pela sigla, com o intuito de prepará-los para o processo eleitoral em meio ao cenário de rejeição à classe política.
Presidente da legenda, Arnaldo Ribeiro convidou Pallu Roberto – responsável pela última campanha do prefeito Rodrigo Agostinho – e o publicitário Gabriel Queiroz para falarem sobre o uso das mídias sociais por postulantes a cargos eletivos.
“Eles precisam ter consciência sobre os recursos e instrumentos disponíveis, mas, principalmente, sobre a forma correta de utilizá-los. O mau uso pode atrapalhar o candidato em vez de potencializar um trabalho positivo. É uma faca de dois gumes porque a resistência da população é muito grande”, explica Arnaldo.
Tanto o PPS quanto o PCdoB também aproveitaram as reuniões para apresentar novos filiados.