10 de julho de 2026
Esportes

Concilig/Bauru estreia na elite da modalidade contra o forte Osasco


| Tempo de leitura: 5 min

Marina Beppu
Pela 1ª vez na história um time bauruense disputará Superliga

Esta sexta-feira (13) será um dia histórico para o esporte bauruense, pois pela primeira vez uma equipe da cidade disputará uma partida válida pela elite vôlei nacional. O Concilig Vôlei Bauru enfrenta o Osasco, às 19h30, no Ginásio Panela de Pressão, pela primeira rodada da Superliga 2015/16.

No total, 12 equipes brigam pelo título da Superliga. Além de Concilig Vôlei Bauru e Osasco, também disputam a competição o Rio de Janeiro, Sesi, Minas (MG), Praia Clube (MG), Pinheiros (SP), Brasília (DF), São Caetano (SP), Rio do Sul (SC), São Bernardo (SP) e Valinhos. Todos jogam contra todos em turno e returno, com as oito melhores equipes se classificando para os playoffs e as duas piores caindo para a Superliga B.

Apesar de estreante na elite do vôlei nacional, o Concilig Vôlei Bauru chega bem credenciado para a competição por ter ficado com a terceira posição no último Campeonato Paulista. Para o técnico da equipe bauruense, Chico dos Santos, a campanha no estadual aumenta a responsabilidade da equipe na Superliga.

“A boa campanha que fizemos no Paulista faz com que os adversários nos respeitem mais, mas também cria uma expectativa maior em relação ao nosso time. A Superliga é diferente, é bem mais difícil, pois possui equipes mais fortes. Sabemos das dificuldades que teremos pela frente, mas temos como objetivo ficar entre os oito melhores e chegar aos playoffs. Aí é outra competição e podemos beliscar uma vaga na semifinal”, explica o treinador.

Foi praticamente um mês de preparação para a Superliga, após a desclassificação na semifinal do Paulista diante do Sesi. Tempo que o técnico Chico dos Santos acredita ter aproveitado bem para corrigir as falhas da equipe. “Nossa recepção falhou muito, principalmente nos dois jogos contra o Sesi, por isso procurei trabalhar muito esse fundamento com elas nessas semanas que tivemos de treinamento. Treinamos intensamente para corrigirmos nossas falhas e fazermos uma boa estreia.”

 
O rival

Atual campeão paulista e vice da Superliga, o Osasco chega para a competição como um dos favoritos ao título, ao lado do Rio de Janeiro. A equipe conta em seu elenco com jogadoras campeãs olímpicas, como a levantadora Dani Lins e as centrais Thaísa e Adenízia, atletas que integram frequentemente à seleção brasileira como a ponteira Suelle e a líbero Camila Brait, além de estrelas internacionais como a ponteira cubana Carcaces e a oposta belga Lise Van Hecke.

Chico dos Santos sabe da força e experiência das adversárias, mas confia no potencial da equipe bauruense para surpreender. “Temos que focar no que foi planejado após estudarmos muito o Osasco. Se colocarmos em prática tudo que treinamos, melhorando principalmente nosso bloqueio e defesa, temos boas chances de conseguir um bom resultado.”

Ranking polêmico

Por Wagner Teodoro

A polêmica sobre o ranking imposto pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), classificando atletas com pontuação de um a sete, de acordo com o nível decisivo de cada um, e limitando em 43 pontos o total que cada equipe pode acumular, dominou a entrevista coletiva, ontem, no Ginásio Panela de Pressão, concedida pelo técnico Chico dos Santos e a levantadora Ana Tiemi, do Concilig/Bauru, e o treinador Luizomar de Moura e a líbero Camila Brait, do Osasco.

Recentemente, jogadoras se posicionaram contra o dispositivo em defesa da oposta Elisângela, que correu risco de se aposentar porque não poderia defender Osasco, time pelo qual jogou o Campeonato Paulista e que já tem pontuação máxima no elenco – a jogadora acertou com São Bernardo e vai jogar a Superliga. Chico 0dos Santos afirma que é contra o ranking por entender que prejudica os atletas, mas teme que sem o dispositivo a Superliga cpercacompetitividade. “Sou contra o ranking hoje por causa dos problemas com os jogadores. Mas tenho receio de que alguma equipe que tenha maior investimento contrate 15 jogadoras de altíssimo nível e o campeonato seja só para uma equipe”, alerta.

Luizomar, que comanda um dos times que já atingiram o limite máximo de 43 pontos imposto pelo ranking, se posiciona contra o dispositivo e argumenta que acredita na maturidade das atletas para que não se formem supertimes com estrelas na reserva. Luizomar entende seré preciso criar novos mecanismos para suceder o ranking ou uma reavaliação na classificação das atletas.

Garay mais perto

Uma das jogadoras que reclamaram das limitações impostas pelo ranking da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Fernanda Garay parece estar cada vez mais próxima de acertar com o Concilig. O Jornal da Cidade apurou que a equipe bauruense subiu a oferta salarial e se aproximou bastante da pedida inicial da atleta. Faltaria acertar alguns detalhes com o agente da ponteira para o anúncio da contratação.

Garay não vai continuar no Dínamo Krasnodar, da Rússia, time com o qual tinha vínculo. A ponteira pretende voltar ao Brasil, mas pela regra de ranqueamento de atletas determinada pela CBV tem pontuação máxima (sete) e times como o Rio de Janeiro, Osasco e Sesi-SP não podem contratá-la. O Concilig é uma das equipes que tem espaço na pontuação em seu elenco para trazê-la.

A iminência da contratação de Garay pelo Concilig foi alvo de brincadeira do técnico Luizomar na coletiva de imprensa, ontem. No momento, sem clube no Brasil, a ponteira treina em Osasco. “Na semana passada, já fizemos um trabalho visando isso. Falei para o pessoal marcá-la bem, porque na sexta-feira iríamos enfrentá-la aqui”, brincou Luizomar. “A gente sabe da negociação e estou torcendo para dar certo, porque acho importante termos nomes como Ana Tiemi, Fernanda Garay, Camila Adão, Caio dos Santos em projetos para que novos parceiros e investimentos venham”, declarou.