10 de julho de 2026
Internacional

Paris enfrenta o terror dez meses após ataque a jornal satírico

Agências
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Reprodução/Vince
Foto de rede social mostra local do tiroteio em Paris
Reuters
A Cable News Network (CNN) afirma que, de acordo com autoridades do governo, o número de mortes pode chegar a 153
Philippe Wojazer/Reuters
Polícia cobre corpos em frente ao restaurante e hotel Le Carillon: terror toma conta de Paris com vários atentados em série

Paris teve seu 11 de setembro neste 13 de novembro. Em ações terroristas 127 pessoas morreram dez meses depois do atentado à redação do jornal satírico Charlie Hebdo.

Pelo menos três tiroteios e seis explosões foram registrados em vários locais da capital francesa.

O governo francês confirmou, nesta manhã de sábado, que o número de mortos é 127. Os jornais franceses apontam até 129 vítimas fatais. Autoridades francesas confirmaram, nesta madrugada de sábado (14), que oito terroristas morreram.

A emissora de televisão France 24 citou, por volta das 22h dessa sexta-feira (13), no horário de Brasília, relatos da polícia de que pelo menos 100 pessoas morreram dentro da casa de shows Bataclan em Paris.

O canal disse ainda que o presidente François Hollande, o primeiro-ministro Manuel Valls e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, se dirigiam ao local naquele momento. A polícia francesa afirma que foram registrados ao menos sete ataques em diferentes locais da cidade de Paris.

Um dos policiais descreveu uma "carnificina" dentro do teatro, afirmando que os terroristas jogaram explosivos nos reféns. O número de vítimas deve aumentar.

Um jornalista do periódico Le Monde se feriu no braço, sem gravidade. Seis linhas de metrô estão fechadas e a população está trancafiada em casa, algumas pessoas correndo risco de acolher outras que estão longe das suas.

Além disso, uma explosão atingiu um bar perto do Stade de France, onde ocorria um amistoso entre a seleção da França e da Alemanha.

Um frequentador da casa de espetáculos "Bataclan" tem atualizado seu perfil no Facebook, relatando o cenário ao seu redor. Ferido e com diversos cadáveres, clamando por uma ação mais efetiva da polícia.

O presidente François Hollande estava no estádio e precisou deixar o local. No primeiro tiroteio, um homem abriu fogo com um fuzil kalashnikov em um restaurante no 10º Arrondissement e, de acordo com a emissora BFM-TV, matou "várias pessoas".

Hollande fez um pronunciamento em rede nacional de televisão em tom sereno e encerrou com uma frase comum entre os franceses: Viva a França!

AFP/Divulgação
Equipes de emergência atendem feridos nas imediações do ataque

Logo em seguida, ao menos 50 disparos foram ouvidos na célebre casa de espetáculos Bataclan, perto da redação do Charlie Hebdo. Ainda há reféns no local. Pouco depois, o palco de tiroteios foi o 11º arrondissement, onde 12 pessoas estão caídas no chão. Após os ataques, Hollande iniciou uma reunião de emergência no Ministério do Interior.

Os tiroteios reacendem o clima de terror instaurado na cidade em janeiro passado, quando dois homens armados invadiram a sede do Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas.

Dois dias depois, outro jihadista sequestrou um mercado kosher em Paris e deixou quatro mortos. Antes disso, ele já havia matado uma policial durante uma troca de tiros.

Rússia lança comunicado de solidariedade para França após ataques em Paris

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou condolências para a França, após uma série de ataques em Paris, informou a agência de notícias Interfax.

"A Rússia condena com força esses assassinatos desumanos e está pronta para fornecer qualquer assistência na investigação desses atos terroristas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia lançou um comunicado de solidariedade com a França, logo após os ataques.

Violência em Paris é um "ataque em toda a humanidade", diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que os ataques que ocorreram em Paris na noite de sexta-feira são atos de terrorismo e prometeu ajudar o governo da França a encontrar os responsáveis.

Os ataques, disse Obama em uma comunicado na Casa Branca, não foram apenas em Paris, mas foram um "ataque em toda a humanidade".

"Nós iremos fazer tudo o que for preciso para trabalhar com o povo francês e com os países ao redor do mundo para trazer esses terroristas à justiça e para ir atrás de qualquer grupo terrorista que ataca nossos povos", declarou Obama.

Obama falou com repórteres sobre o ataque antes de sua viagem para o encontro do G-20 na Turquia. Na agenda do evento, um dos pontos principais é a luta contra o Estado Islâmico e a crise na Síria.