09 de julho de 2026
Esportes

Em Interlagos, chefes de equipe defendem calendário longo na Fórmula 1

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 3 min

Studio Colombo/ Pirelli
Massa lamentou dia 'complicado' mas espera melhora nos treinos de hoje

A temporada da Fórmula 1 de 2015 chegará ao fim com 19 corridas e a categoria já se prepara para uma ainda mais longa no próximo ano. Em 2016 será o campeonato mais extenso da história, com o acréscimo de duas etapas, em um total de 21 provas entre março em novembro. Porém, segundo alguns chefes de equipes, o campeonato mais extenso é melhor por ser mais prazeroso e gerar mais competição.

"O ano tem 52 semanas, então devemos correr 26 provas. Se você está cansado, que fique em casa", comentou o diretor esportivo da Toro Rosso, o austríaco Franz Tost. "Pode até ser um temporada longe, mas acho, honestamente, que assim nos mantemos na ativa. Pode até ser cansativo, só que ao mesmo é desafiador e me agrada", disse Federico Gastaldi, chefe da Lotus.

As novidades para 2016 são o retorno do GP da Alemanha, em Hockenheim, e a estreia da prova em Baku, capital do Azerbaijão. O circuito de rua vai receber o GP da Europa no dia 19 de junho. O campeonato terá início no dia 20 de março, na Austrália, e só vai terminar oito meses depois, em 27 de novembro, em Abu Dabi. O Brasil continua como o penúltimo compromisso do calendário, em 13 de novembro.

Segundo o engenheiro chefe da Red Bull, Paul Monaghan, por mais que a temporada longa traga cansaço e desgaste para as escuderias, o benefício é sempre se manter competitivo pela sequência de compromissos em sequência. "Os desafios vêm no domingo, depois no outro e a adrenalina continua em alta. Assim, você esquece de tudo, porque sempre vai ter corrida", afirmou.

Massa lamenta dia 'complicado'

Felipe Massa deixou a pista do Autódromo de Interlagos insatisfeito com seu desempenho nesta sexta-feira, ao fim do segundo treino livre do GP do Brasil de Fórmula 1. O piloto da Williams sofreu para buscar o equilíbrio do carro no asfalto no primeiro treino, quando foi apenas o 17º mais rápido, e teve pouca evolução na segunda sessão. Marcou o 10º tempo.

"Foi um dia complicado. Tive problemas na primeira sessão, quando o carro não parava na pista. Na segunda sessão, melhoramos um pouco, com pneu macio. Sem dúvida, não foi um bom dia", avaliou o brasileiro, que completou 42 voltas no circuito na segunda sessão, debaixo de leve chuva - na primeira foram apenas 24 giros.

Assim como boa parte dos pilotos, Massa teve dificuldade em lidar com a baixa aderência do traçado. "A pista estava muito escorregadia hoje. Fomos um pouco melhor do meio para o final [do segundo treino], mas, até a pista começar um pouco de 'grip' a gente sofreu demais. Mas não foi só a gente. Vi outras equipes sofrendo também com o desgaste do pneu traseiro."

Apesar do dia "complicado", o piloto acredita que a Williams terá tempo de fazer os devidos ajustes no carro para se recuperar no treino classificatório deste sábado. "Ainda tem muito chão pela frente", afirmou o brasileiro, que aposta nos ajustes para reduzir o desgaste dos compostos da Pirelli. "Cuidar dos pneus será a chave para domingo. Não será uma corrida fácil."