09 de julho de 2026
Polícia

R$ 26 mi em drogas são incinerados

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Após pesagem oficial, a Polícia Rodoviária de Bauru chegou à conclusão de que o valor estimado da maconha que estava “camuflada” em um caminhão com carregamento de milho, apreendido anteontem à noite, chega a R$ 26 milhões. Ontem à tarde, as 6,5 toneladas da droga foram incineradas em uma empresa da cidade. A polícia reitera que essa foi a maior apreensão do ano na região da 1.ª Companhia, que abrange as áreas de, além de Bauru, Agudos, Jaú e Lins. 

Segundo o delegado da Polícia Federal (PF) responsável pela investigação do caso, Hiroshi Tamura Neto, os dois ocupantes do caminhão Ford/Cargo 4331, com placas dos municípios de Ponta Porã e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Ademir Silva do Carmo, 30 anos, e Wagner Ribeiro de Mattos, 40, foram presos em flagrante acusados de tráfico de drogas e associação para o tráfico. “Ainda há o agravante de ser um transporte interestadual”, frisa.

Os acusados foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. A partir de agora, o delegado Hiroshi Tamura Neto passará a procurar pelo proprietário do caminhão utilizado para o transporte da droga e rastrear as notas fiscais do carregamento de milho, que está para ser repassado ao Zoológico de Bauru. Já o veículo apreendido ficará sob custódia do Estado.

O caso

 

Conforme o JC noticiou na edição de ontem, a Polícia Rodoviária Estadual apreendeu 6,5 toneladas de maconha, que estavam escondidas em um carregamento de milho de um caminhão, por volta das 18h30 de anteontem, no quilômetro 353 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru, durante um patrulhamento de rotina. Os policiais suspeitaram do nervosismo dos ocupantes do veículo e, ao revistar a carga, encontraram os pacotes da droga.

O motorista Ademir Silva do Carmo e o passageiro Wagner Ribeiro de Mattos, além do entorpecente, foram conduzidos até a Polícia Federal (PF). Antes, eles alegaram que cada um teria feito o transporte da maconha em troca de R$ 10 mil. 

Ainda segundo a polícia, ambos têm antecedentes criminais. O motorista Ademir possui passagem por tráfico de drogas e o passageiro Wagner, por furto.