09 de julho de 2026
Polícia

Morre terceira vítima de acidente com motos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Álbum de Família/Divulgação
Luciana e Matheus (foto) começaram a namorar em outubro deste ano; além deles, acidente também vitimou o segurança José Martins

Morreu, na madrugada dessa quinta-feira (19), Luciana de Almeida, 29 anos, que estava internada em estado grave no Hospital de Base de  Bauru (HBB) desde domingo (15), quando se envolveu em colisão frontal entre duas motos, no prolongamento da rua Armando Caffeo, saída do bairro Colina Verde para a rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, em Bauru.

A estudante de enfermagem, que sofreu traumatismo craniano, estava na garupa da motocicleta conduzida por Matheus de Santana Gomes, 20 anos, com quem ela namorava há cerca de um mês. Ele e o condutor da outra moto, José Adairton Mesquita Martins, 27 anos, morreram no local do acidente, que ocorreu por volta das 23h.

As causas da tragédia ainda são investigadas pela Polícia Civil, mas o que se sabe é que chovia bastante no momento da colisão.

Matheus, que foi enterrado na segunda, às 9h30, no Cemitério do Jardim Redentor, morava no Pousada da Esperança 1 junto com a mãe e duas irmãs. Horas depois, às 12h, na mesma necrópole, ocorreu o sepultamento de José Martins, que trabalhava como segurança em um posto de combustíveis prestes a ser ativado.

‘Só sabia sorrir’

O corpo de Luciana de Almeida foi velado nessa quinta-feira (19), no Memorial Bauru, sob forte comoção. Ela residia na Vila São Paulo com os pais e o irmão Luiz Gustavo Almeida, 22 anos. A jovem deixa ainda a irmã Larissa Almeida, 24 anos, que mora com o marido.

Luiz descreve Luciana como uma pessoa “espetacular” e que tinha o sonho de se tornar enfermeira. “Ela era muito apegada à minha mãe e dizia que queria cuidar da família. Só sabia sorrir. Não tinha tempo ruim com ela. Raramente a vi triste ou brava”, lembra o irmão da vítima.

Luciana era formada em administração de empresas e havia trancado o curso de enfermagem, mas tinha planos de retomar os estudos no ano que vem. Atualmente, trabalhava em uma farmácia e, nas horas de lazer, gostava de ouvir música e ficar com os familiares.

“Ela dizia também que, se um dia nós conseguíssemos montar uma empresa na família, faria questão de administrar os negócios”, conta Luiz Gustavo, contendo as lágrimas durante o velório. O corpo de Luciana foi sepultado ainda nessa quinta (19), às 16h, no Cemitério do Jardim Redentor.