09 de julho de 2026
Geral

Renome do hipismo brasileiro traz know how para Bauru

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Caio Sérgio de Carvalho é campeão paulista, brasileiro, sul-americano e tem histórico de vitórias no hipismo em ao menos oito países da Europa. Técnico formador de atletas de renome do esporte, como Pedro Veniss – seu sobrinho e principal nome do hipismo brasileiro na atualidade -, aos 62 anos, Caio divide o tempo entre as competições, a coordenação técnica da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e entre alunos que requisitam seus treinos (clínicas) em várias regiões do País. Desde a última sexta-feira em Bauru, o atleta brasileiro trouxe seu “know how” a cavaleiros e amazonas da cidade.

Os treinos, que ocorrem no Centro Hípico Santa Rosa – localizado às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, a Bauru-Ipaussu – contam com a presença de crianças, jovens e adultos amantes do esporte. Após dois dias de treinamentos, eles passarão por uma prova técnica aplicada por Caio, hoje. O exame tem como objetivo avaliar o aprendizado dos últimos dias e a capacidade técnica de cada atleta.

Antes mesmo de ver o desempenho final dos alunos, contudo, ele dispara.

“Observo que Bauru tem ótimos atletas e que estão trilhando bons caminhos. Se continuarem firme nos treinos e competições, sem dúvida podem ser promessas no esporte”, fecha questão Caio, durante entrevista concedida ao JC.

Ele conta que, na década de 70, esteve em Bauru participando de um campeonato na Sociedade Hípica, mas depois da competição nunca mais voltou.

Alguns anos antes, ele iniciava sua carreira no hipismo, em uma escola que ficava no bairro Morumbi, em São Paulo.

Seleção
Técnico das categoria de base da CBH, Caio tem como missão para os próximos meses ajudar na seleção dos cinco conjuntos que irão competir nas Olimpíadas de 2016. “As equipes começarão a ser treinadas em abril. Passarão uma temporada na Europa competindo em países como a Holanda, Bélgica e Alemanha, antes das Olimpíadas, como forma de treinar”, comenta.

Ele conta que muitos atletas têm corrido há anos para conseguirem preparar seus animais a tempo. “A idade mínima para os cavalos na competição é de 9 anos. O ideal é começar os treinos aos 4 anos”, detalha.

Já sobre a descoberta de novas promessas no esporte, Caio, que também atua como delegado técnico em competições no Brasil, conta que sua posição na Confederação  de buscar novos talentos exige o máximo de atenção em relação à capacidade técnica. Ele diz que costuma identificar as “promessas” do esporte só ao observar a forma de condução do animal.

“Há atletas que têm talento, um sentimento refinado para conduzir o cavalo. Outros conseguem atingir um ótimo desempenho com insistência, treino e um bom cavalo”, comenta.

Já no hipismo profissional, ele diz que o “jeitinho brasileiro” na condução dos animais em campeonatos no Exterior tem chamado a atenção. “Lá fora, somos elogiados pelo nosso padrão de equitação (forma técnica de montar)”, acrescenta. No início de dezembro, Caio participará da competição TOP Raiders, que encerra as atividades do ano no hipismo.