| Douglas Reis |
| 120 famílias estão na estrada de terra que vai para o aeroporto |
O Sindicato Rural de Bauru enviou, nessa segunda-feira (23), ofício à prefeitura de Bauru solicitando intervenção em trecho de estrada de terra que liga o Aeroporto Moussa Tobias aos bairros rurais de Rio Verde e Barra Grande, em frente à Fazenda São Leopoldo, onde 120 famílias de sem-terra estão acampadas há duas semanas.
De acordo com o presidente do sindicato, Maurício Lima Verde, proprietários rurais no entorno estão preocupados com acidentes, uma vez que o movimento na via é constante em razão do trabalho rural realizado em fazendas vizinhas. “Eles (fazendeiros) temem que ocorram atropelamentos, pois muitas crianças brincam ali o dia todo”, observa Lima Verde.
Conforme o JC divulgou, integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) aguardam a liberação de 314 alqueires da Fazenda São Leopoldo que, segundo eles, já estariam destinados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a reforma agrária.
Já o Incra alega que o processo para desapropriação da área foi aberto este ano, estando, portanto, em fase inicial. “O imóvel ainda não foi vistoriado e não cabe ao Incra autorizar a entrada em áreas que não estejam em sua posse”.
Sinalização
O prefeito Rodrigo Agostinho recebeu o ofício do Sindicato Rural nessa segunda-feira (23) de manhã e adiantou que, em princípio, a sinalização será melhorada no local com objetivo de alertar os motoristas que trafegam pela estrada. “Serão colocados obstáculos para advertir os condutores, pois existe, de fato, a preocupação com a segurança das famílias e crianças instaladas ali”, disse.
“A medida é provisória até que busquemos soluções e caminhos junto ao Incra para tentar resolver essa questão, pois o grupo está vivendo em situação precária e algo tem de ser feito o quanto antes”, acrescenta o prefeito.
Integrante da FNL, Ricardo Santos, disse ter estranhado a atitude do sindicato, pois o grupo vem recebendo ajuda de fazendeiros vizinhos. “Já nos doaram carne, leite, alimentação”, disse. “A estrada é larga, mas o problema são os motoristas que trafegavam em alta velocidade”, critica Santos.